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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Cientistas usam fluoreto para desenvolver baterias 10 vezes mais duradouras




Pesquisadores do Karlsruhe Institute of Technology (KIT) desenvolveram uma nova técnica que promete aumentar substancialmente o tempo de duração das baterias atuais. Ao substituir o lítio normalmente usado por fluoreto, os cientistas foram capazes de criar dispositivos mais seguros capazes de fornecer energia por até dez vezes mais tempo.


A nova tecnologia pode ser aplicada de duas formas, servindo tanto como um material de conversão para as baterias de íon-lítio tradicionais quanto como uma forma para criar baterias completamente novas que dispensam o lítio. O segundo caso apresenta como vantagem uma maior capacidade de armazenamento energético, diminuição no peso total e maior segurança ao usuário, já que o fluoreto é um material com menor toxicidade.


Segundo o Dr. Maximilian Fichtner, que publicou um artigo sobre a descoberta em parceria com o Dr. Munnangi Anji Reddy, “o conceito permite alcançar quantidades extraordinariamente altas de densidade energética”. Segundo ele, baterias produzidas com o novo método são capazes de durar até 10 vezes mais do que as opções convencionais disponíveis atualmente no mercado.


Atualmente, os pesquisadores responsáveis pela novidade estão trabalhando em meios de aprimorar a arquitetura das baterias criadas para aumentar ainda mais sua capacidade total. O principal desafio enfrentado pela equipe será o desenvolvimento de um meio de diminuir as temperaturas de operação necessárias, já que, até o momento, as transferências de eletrodos usando o fluoreto só puderam ser realizadas sob calor elevado.


Fonte: Baixaki

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Toshiba demonstra laptop 3D que funciona sem óculos

A Toshiba exibe, durante a CES 2011, um notebook que utiliza sua nova tecnologia de display 3D que elimina a necessidade dos óculos especiais.

Trata-se de um modelo da série Qosmio, com um recurso que busca compensar a mudança de posição do usuário para permitir uma melhor visualização do conteúdo em três dimensões.


Isso acontece graças à webcam do portátil, que consegue detectar a posição dos olhos para saber quando o usuário mudou de posição. Dessa forma, o equipamento promete entregar imagens 3D de qualidade independentemente do ângulo de observação.


O notebook está em produção, com previsão de chegar ao mercado antes do final do ano. A Toshiba também prepara televisores com a mesma tecnologia, que devem ser lançados ainda antes do Qosmio 3D.

Fonte: 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

# Pranchetas eletrônicas conquistam fãs de tecnologia, idosos e até bebês

Como toda nova tecnologia, tablets (ou pranchetas eletrônicas) como o iPad, da Apple, e o Galaxy Tab, da Samsung, mal foram lançados e já conquistaram - além dos chamados early adopters (fãs de tecnologia), que sempre são os primeiros a comprar os últimos lançamentos -idosos e até bebês. E até já contam com um dos primeiros casos de LER (Lesão por Esforço Repetitivo) no país.

Foi o que aconteceu com o diretor da Caju Filmes, Marco Fadiga. Dono de um iPad há seis meses, de tanto ver filmes na cama com um método de apoio um tanto inusitado (como mostra a foto ao lado), Fadiga passou várias noites segurando o aparelho apenas com o polegar e o indicador por mais ou menos duas horas, e acabou com uma inflamação no tendão do dedo mínimo, a tal ponto que não conseguia pegar o isqueiro da mesa.

- Devo ser o primeiro caso de LER por causa do iPad.

O diretor conta que o tablet substituiu totalmente seu notebook. Tanto que passou a usá-lo para fazer várias coisas - como ler mais de 3.000 PDFs e enviar e-mails -, principalmente fazer apresentações dos trabalhos audiovisuais de sua produtora. O único problema, diz ele, é que "às vezes, o papo vira o iPad e não a empresa".

Fadiga recomenda o tablet da Apple para pessoas idosas, que têm medo de computador, porque sua interface é mais simples e fácil de usar que o notebook. A única recomendação que o diretor faz é que o usuário envie e-mails pequenos, de no máximo quatro parágrafos, porque a digitação no teclado virtual pode se tornar cansativa.

Encantada com a digitação deslizante

Convidada para testar o Galaxy Tab por dois meses, a advogada e blogueira Flávia Penido ficou "impressionada" com o aparelho. Flávia diz que o Galaxy é mais fácil de manusear que o iPad. A advogada, que não gosta de sistemas operacionais fechados (caso do da Apple) e curte o Android (sistema do aparelho da Samsung), ficou encantada com a tecnologia Swype do Galaxy, que permite ao usuário digitar apenas deslizando sobre as letras. Gostou tanto do aparelho que diz que deverá comprá-lo assim que terminar o prazo de testes.

- Ando para cima e para baixo com ele. Meu filho gostou tanto também que já perguntou se vou levar o Galaxy junto em nossa viagem à Bahia porque senão terá que levar o afinador de violão.

Ela acrescenta que, além do aplicativo do afinador, o tablet da Samsung conta com muitos outros interessantes (alguns religiosos), como um para muçulmanos que aponta onde fica Meca, outro que traz os salmos e um terceiro que converte qualquer documento em PDF.

Do netinho à vovó

Amigo de Fadiga, o analista de sistemas e empresário Anderson Simões foi convencido pelo diretor a comprar o tablet da Apple. Diz que está gostando muito do aparelho, que outro amigo trouxe dos Estados Unidos há três meses. Simões conta que sua única decepção com o tablet da Apple é que ele não conta com um aplicativo de home broker (para investir na Bolsa de Valores), que ele já usava em seu BlackBerry.
O empresário explica que tem baixado todos os aplicativos de banco, lido jornais ("sem sujar as mãos") e acessado mais o Twitter pelo iPad. Só ainda não levou o aparelho para o lugar preferido da maioria dos usuários do iPad.

- Para a cama, não, senão minha mulher me larga. Agora, fiquei impressionado com a interação entre meu filho de seis meses com o Poke Me, um jogo com um dinossaurozinho, que ele adorou. Ele já descobriu que se encostar na maçã ela cai e ri quando o bichinho ri.

Simões só reclama que tudo no iPad tem que ser salvo na nuvem (internet), quando gostaria de salvar no próprio aparelho, mas confessa que não sabe mexer direito nele. Ele gostaria que o iPad fizesse backup automático, coisa que seu PC faz.

O empresário gostou tanto do aparelho que o deu de presente para a avó de sua mulher, Sonia Machado Guimarães, que tem 84 anos e é tão fã de tecnologia que, segundo ele, tem um armário cheio de quinquilharias. Sonia, por sua vez, diz que adorou o iPad. Diz que ainda não o domina porque está sem tempo por causa das festas de final de ano.

- Ele está encostadinho, mas é formidável. Hoje em dia, não dá para a gente ficar fora da internet. Estou defasada, mas deixa passar o Natal que vou tomar umas aulas. O problema não tá nele, tá em mim. Ele é a solução, é fácil, oferece uma boa visibilidade, é agradável e portátil.

Convencido pelo samba

Dono de um Galaxy há duas semanas, o desenvolvedor Rogério Araújo, que já cria aplicativos para o iPhone e para o próprio iPad, havia dois anos vinha sentindo necessidade de ter uma leitura mais prazerosa. Por muito tempo, ficou interessado no iPad para navegar e jogar. Mas o tempo foi passando e ele percebeu que o Brasil não era prioridade para Steve Jobs, o chefe supremo da Apple. Nesse meio tempo surgiu o Galaxy e ele não teve dúvida.

- Fui à loja de uma operadora e encontrei o [compositor] Jorge Aragão, que tinha acabado de comprar um Galaxy. Perguntei se valeu a pena e ele disse: ‘Ô, se valeu'. Como oferece mais recursos que o iPad: TV digital, câmeras frontal e traseira, telefone, 3G, Wi-Fi nem pensei duas vezes.

Outra qualidade do tablet da Samsung, segundo ele, é que, graças ao Android, é possível sincronizar todos os aplicativos do Google (Gmail, Gtalk, Gmail, Picasa) com o computador e com os aparelhos de sua casa, por meio da tecnologia DLNA (Digital Living Network Alliance), que deverá permitir reproduzir, por exemplo, na TV um vídeo acessado no Galaxy.

Segundo a IDC (International Data Corporation), 2011 ainda será o ano dos smartphones na América Latina. Mas à medida que os preços dos tablets caírem e seus primeiros usuários já estiverem dominando seus recursos, vai ser uma questão de tempo até que se popularizem por aqui. Até lá, vale a pena dar uma experimentada nos aparelhos, para ver qual deles tem mais a ver com a necessidade de cada usuário.

Há quem diga que o iPad é melhor para ser usado em casa, e o tablet da Samsung, para levar para a rua. Só o tempo dirá como o consumidor usará cada um dos tablets.

Fonte:

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Novo dispositivo vai gerar energia a partir da luz e do calor

A companhia japonesa especializada em condutores Fujitsu anunciou nesta quinta-feira (9) que está desenvolvendo um dispositivo capaz de gerar energia tanto através do calor quanto da luz. O aparelho seria o primeiro com a capacidade de coletar energia de duas fontes diferentes.

A Fujitsu afirmou que seu dispositivo não precisará de nenhum tipo de bateria ou fiação para ser utilizado e que pode servir como uma alternativa barata para regiões com produção energética deficiente. Outra utilidade seria gerar energia para gadgets, já que o aparelho é pequeno e flexível.

Um protótipo do gerador já foi desenvolvido pela empresa, que está melhorando a tecnologia para ter uma versão comercial pronta até o final de 2015.


Fonte:

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Apple adquire patente para exibir 3D sem óculos especiais

A Apple adquiriu uma patente norte-americana para um sistema de exibição que permite a vários espectadores assistir a imagens 3D de alta qualidade em uma tela sem precisar utilizar óculos especiais, independentemente de onde estejam sentados.
Seguindo o sucesso de filmes 3D nos cinemas, as fabricantes de eletrônicos esperam que a tecnologia estimule os consumidores a comprar novas TVs e tocadores de Blu-ray. Mas o entretenimento está longe de ser o único campo em que o 3D pode melhorar a experiência de visualização: outros setores incluem diagnósticos médicos, simulação de voos, controle de tráfego aéreo, simulação de batalhas, previsão do tempo, publicidade e educação, de acordo com a mais nova patente da Apple, de número 7,843,449, concedida na última terca-feira, 30/11.
A maioria das telas 3D atuais exige que os espectadores utilizem óculos especiais, impedindo assim uma maior difusão da tecnologia, pois os usuários normalmente não gostam de utilizar equipamentos sobre os olhos, segundo a Apple. Além disso, a obrigatoriedade do óculos não é prática e é essencialmente impraticável para exibir um conteúdo 3D para um ou mais visitantes casuais ou para um grupo de colaboradores profissionais, por exemplo.
A patente da Apple descreve o uso de uma tela reflexiva especial com uma textura ondulada para criar um sistema de projeção autostereoscópico, o que significa que ele exibe imagens diferentes para cada olho sem a necessidade de óculos especiais. O sistema rastreia os olhos do espectador e calcula sua posição no espaço. Ele então projeta cada pixel das imagens esteroscópicas para um ponto preciso das ondulações da tela, refletindo-o em um dos olhos do usuário. Se a Apple conseguir fazer isso para um par de olhos, sugere a patente, poderá projetar múltiplas imagens em diferentes pontos das ondulações para mais de uma pessoa ao mesmo tempo.
A Apple não é a única companhia que trabalha para se livrar dos óculos 3D. Recentemente, a Toshiba demonstrou TVs que dispensam o uso do acessório, as quais começarão a ser vendidas em dezembro deste ano, de acordo com a fabricante. Além disso, o aguardado portátil 3DS, da Nintendo, permitirá que os gamers joguem seus títulos tridimensionais favoritos sem o incômodo de óculos especiais. O console começa a ser vendido em fevereiro no Japão e no mês seguinte na Europa, Austrália e Estados Unidos.
A Apple não anunciou quando e se pretende utilizar a patente em algum produto.

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sábado, 4 de dezembro de 2010

Samsung cria conceito de TV 3D flexível

A Samsung lançou um novo conceito de televisão 3D, que permite que o aparelho se encaixe nos cantos dos cômodos da casa, por ser flexível, aproveitando o espaço do ambiente.
Além de ajudar na decoração, o novo aparelho também se ajustará mais facilmente ao campo de visão do espectador, facilitando a visualização do 3D.
slogan da TV já deixa o conceito bem claro: Watch Everywhere (Assista em todos os lugares). Mas não fiquem ansiosos, pois vai levar um tempo até que o conceito vire realidade.

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domingo, 28 de novembro de 2010

Philips e CERTI firmam parceria para produção de nova tecnologia em iluminação no Brasil: o OLED


A Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI) acaba de assinar parceria com a Philips, líder do mercado nacional de iluminação. As duas entidades firmam um convênio de cooperação com duração de três anos para a execução do projeto EMO (Emerging Marketing OLED), que viabilizará o desenvolvimento de soluções de iluminação para os mercados emergentes utilizando a tecnologia OLED. O novo recurso é reconhecido por revolucionar o conceito de fonte de iluminação, pois permite o uso de lâminas emissoras de luz no lugar de lâmpadas e pela eficiência energética que proporciona. Este projeto conta com o suporte do BNDES-FUNTEC.
Com inúmeras patentes nessa área, a Philips é detentora da tecnologia mais avançada de OLED para iluminação no mundo. Por meio da parceria firmada no Brasil, a empresa possibilitará que o aprimoramento dessa tecnologia seja realizado em território nacional. Durante os três anos do projeto os profissionais, técnicos e engenheiros do CERTI trabalharão em melhorias para as inovadoras lâminas emissoras de luz. Com elas, a Philips produzirá luminárias OLED, que devem ser comercializadas no Brasil a partir de 2013. Atualmente, o OLED é pesquisado e desenvolvido pela Philips somente na Alemanha, em um de seus diversos laboratórios, a Lumiblade.
“Estamos orgulhosos e satisfeitos em participar desta parceria e destacar o pioneirismo do Brasil no desenvolvimento desta tecnologia inovadora. Quando falamos de OLED, falamos do futuro da iluminação que já vem se transformando com a realidade dos LEDs e que associado ao OLED impactará positivamente todos nós, porque, entre outras vantagens, é uma tecnologia energeticamente eficiente. Em breve, recorreremos a estes recursos em todos os ambientes e vivenciaremos uma experiência única com a iluminação. O projeto EMO é o primeiro passo para a realização desta nova perspectiva”, afirma o CTO e diretor de Tecnologia da Philips do Brasil, Walter Duran.
O OLED (Organic Light-Emitting Diode, na sigla em inglês), um diodo orgânico emissor de luz, será a próxima tendência em iluminação no mercado global nos próximos anos, complementando as já inovadoras soluções atuais de LED. O produto é baseado em uma tecnologia inovadora que revolucionará os conceitos de iluminação conhecidos atualmente. Com o OLED, as lâmpadas e luminárias formadas por pontos de luz darão lugar a uma única lâmina capaz de produzir uma luz difusa, potente, muito semelhante à natural, mais confortável, de longa vida útil, baixa voltagem, com mais eficiência energética, que permite um design ousado e de fácil reciclagem por não conter elementos tóxicos ao meio ambiente em sua composição.
Com o advento dos OLED flexíveis muitas das superfícies poderão ter luz própria, como por exemplo, o interior de uma geladeira (nunca mais ficará escura, difícil de localizar algo). O teto curvo de um automóvel pode ser coberto de OLED flexível; imagine o que pode ser feito com esta “flexibilidade”.
Tecnologia sustentável
O produto recebe o nome de orgânico devido à utilização de moléculas de Carbono em sua composição. Funciona por meio de uma corrente elétrica que passa por semicondutores prensados entre duas lâminas de vidro extremamente finas. Atualmente possui 1,8 mm de espessura, com a possibilidade de ainda chegar a 1,5 mm. Muito leves, podem ser utilizados sem a necessidade de grandes estruturas de sustentação.
As luminárias OLED serão a nova tendência em iluminação e destacam-se também por sua alta eficiência energética, que possibilita uma economia de até 80%, com vida útil de cerca de dez mil horas. Já quando o assunto é a potência dessa luz, o OLED pode chegar a 150 (Lumens/Watt), 15 vezes mais do que as lâmpadas incandescentes.
Concretização da parceria
Durante a solenidade de assinatura do contrato entre as organizações estiveram presentes o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o diretor comercial do laboratório Lumiblade da Philips na Alemanha, Tom Munters, o presidente da Philips do Brasil, Marcos Bicudo, o diretor de Tecnologia da Philips do Brasil, Walter Duran, o superintendente comercial da CERTI, Laercio Aniceto, e o superintendente geral da CERTI, Carlos Alberto Schneider.
Sobre a CERTI
Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras – foi criada em 31 de outubro de 1984, em Florianópolis, Santa Catarina. Originou-se das atividades doLabmetro – Laboratório de Metrologia do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Além da própria UFSC, participaram da constituição da CERTI, como Entidades Membro, empresas privadas e públicas e órgãos dos governos federal e estadual. A CERTI é administrada por uma Superintendência e por Conselhos.  Como instituição de Ciência, Tecnologia e Inovação, a CERTI nasceu direcionada para a pesquisa tecnológica aplicada, num contexto em que o Brasil demandava saltos de qualidade e desenvolvimento de know how próprio e inovador  especialmente no campo da informática e das tecnologias de ponta, incluindo particularmente a automação industrial. Atualmente, a Fundação CERTI é composta por oito Centros de Referência, que atuam com foco em reconhecidas competências geradoras de soluções tecnológicas inovadoras para a sociedade e o mercado brasileiro.
Informações:

Fonte:

Chega ao Brasil nova tecnologia para a cirurgia de catarata

A Crystalens HD, lente acomodativa que imita a capacidade de foco do olho humano, foi desenvolvida para proporcionar melhor qualidade de visão aos pacientes após a cirurgia de catarata.
A Bausch+Lomb lançou no mercado brasileiro a lente intraocular acomodativa Crystalens HD, que representa uma inovação em termos de tecnologia disponível para o tratamento da catarata. O lançamento desta lente, a primeira aprovada pela Anvisa (Brasil) e FDA (EUA), marca a chegada da tecnologia acomodativa ao Brasil, que já vem sendo utilizada com sucesso nos USA.
Esta tecnologia inovadora presente na Crystalens HD foi desenvolvida através do conceito de Bioinspiração, em que idéias para a construção de um produto partem de elementos da natureza. No caso da Crystalens HD a inspiração veio da lente natural do olho, o cristalino. “A lente acomodativa da B+L imita o movimento natural do cristalino para focar as imagens em qualquer distância e pode, após a cirurgia, reduzir ou até eliminar o uso de óculos para leitura”, explica Dr. Milton Yogi, cirurgião oftalmologista e consultor técnico da Bausch+Lomb.
Nos jovens, o cristalino se ajusta para focalizar objetos em todas as distâncias, assim como o foco automático de uma câmera fotográfica. No entanto, com o passar dos anos, esta lente pode enrijecer e o olho não conseguir focalizar adequadamente um objeto. Este problema normalmente aparece em pessoas a partir de 45 anos e é chamado de presbiopia (dificuldades de enxergar de perto) ou mais conhecido como vista cansada. “É um processo natural do envelhecimento. Em pessoas a partir de 60 anos, o cristalino começa a perder a transparência, quando surge a catarata. Durante a cirurgia, esta lente enrijecida e opaca é retirada e substituída por uma lente artificial”, explica Dr. Milton.
O principal diferencial da Crystalens HD™ em relação às lentes usadas atualmente é a capacidade de imitar o movimento de foco natural do olho para adequar a focalização em diferentes distâncias. É este mesmo mecanismo natural do olho que irá movimentar a Crystalens HD™ para focar objetos que estão próximos, distantes ou em distâncias intermediárias. O uso da tecnologia pode, em muitos casos, reduzir ou até mesmo eliminar a dependência por óculos.
Nos últimos anos a expectativa de vida das pessoas tem se elevado notavelmente. Os avanços da medicina e as melhorias nos cuidados com a saúde possibilitam aos idosos terem uma vida mais ativa. Muitos trabalham, dirigem, usam o computador, viajam, praticam esportes e realizam outras atividades que exigem uma boa visão. Os benefícios da Crystalens HD favorecem este público devido à possibilidade de oferecer uma ótima qualidade de visão para todas as distâncias. “Hoje, a maioria dos pacientes que faz a cirurgia de catarata são pessoas preocupadas com a vaidade e em manter a qualidade de vida”, diz o cirurgião.
Segundo o especialista, os pacientes com catarata demonstram preferência por lentes que ofereçam alta definição e a melhor qualidade visual possível após a cirurgia, além da possibilidade de não depender mais dos famosos óculos para ler. E a lente acomodativa ajuda a atingir esse objetivo.
Como a lente acomodativa Crystalens HD™ funciona
Para acomodar a visão de longe, a lente fica relaxada no olho.
Para acomodar a visão intermediária, a lente se flexiona levemente para frente
Para acomodar a visão de perto, a lente se flexiona ainda mais para frente.
Sobre a Bausch+Lomb
A Bausch & Lomb é uma multinacional focada exclusivamente no segmento oftalmológico e está dentre as quinhentas maiores empresas do mundo. Atua com portfólio completo para o tratamento de doenças oculares, com produtos cirúrgicos e farmacêuticos, assim como lentes de contacto e soluções para limpeza das lentes de contato. A empresa completou 150 anos de existência em 2003.
No Brasil, atualmente, a B+L concentra-se em três áreas de atuação:
Atualmente, a empresa possui cerca de 12.000 colaboradores ao redor do mundo, trabalhando em 35 unidades fabris e administrativas que fornecem os produtos da companhia para mais de 100 países.

Fonte:

Nova tecnologia transforma "fumaça" do carro em eletricidade

Os carros do futuro poderão "comer" sua própria exaustão, convertendo o calor de suas emissões em eletricidade. A nova tecnologia pode ajudar na economia de combustível, reduzindo a carga de trabalho do motor do veículo.

Além de alimentar os carros, a tecnologia termoelétrica também pode ser usada no aproveitamento de resíduos de calor de residências e de fábricas e na alimentação de novas gerações de células solares.

Pesquisadores da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo, junto com engenheiros do fabricante de automóveis General Motors (GM), geradores termoelétricos que produzem uma corrente elétrica quando existe uma diferença de temperatura.

A partir de janeiro, a equipe vai instalar um protótipo atrás do catalisador do veículo, de onde recolherá o calor dos gases liberados na exaustão, que podem chegar a mais de 700 oC. O protótipo contém pequenos chips de metal de alguns centímetros quadrados.

O processo exige metais especiais capazes de suportar uma grande variação de temperatura – o lado voltado para os gases fica quente e o outro lado precisa ficar frio. A diferença deve ser mantida para que a corrente seja gerada, explicou Xianfan Xu, professor de engenharia mecânica da universidade que chefia a pesquisa.

Um dos maiores desafios da equipe de pesquisadores é encontrar um metal que conduz mal o calor para que esse não seja transferido de um lado do chip para o outro. Pesquisadores da GM atualmente testam algo chamado skutterudite, um mineral feito de cobalto, arsenieto, níquel ou ferro.

Segundo os pesquisadores, metais raros podem reduzir ainda mais a condutividade térmica do skutterudite. Mas, como esse tipo de material costuma causar muitos problemas, os cientistas querem substituí-los por ligas mischmetal.

O mischmetal é uma mistura de elementos de transição interna, normalmente composta por Ce (Cério), associado a La (Lantânio), Nd (Neodímio), Pr (Praseodímio) e outros, nas proporções em que ocorrem naturalmente nos minérios.

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Nova tecnologia facilita análise online de fraude

A Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) anunciou ontem novo aliado para investigações contra organizações criminosas envolvidas em desvios de recursos públicos e fraudes. É o Sistema de Movimentações Bancárias (Simba), tecnologia para análise em alta velocidade de quebra do sigilo de contas.
A ferramenta levará, praticamente online a todos os órgãos de fiscalização, controle e repressão, dados e extratos de correntistas sob suspeita. Os bancos deverão fazer a consulta, a partir de ordem judicial, e transmitir as informações solicitadas sem nenhuma omissão. O sistema não aceita o envio incompleto de dados.
"É um grande avanço", afirma o delegado Ricardo Saadi, diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), braço do Ministério da Justiça que rastreia nos paraísos fiscais fortunas de fraudadores do Tesouro e empresários do crime organizado.
Segundo Saadi, a investigação sobre delitos financeiros, lavagem de recursos ilícitos e evasão de divisas vai cortar caminho. "Perdia-se muito tempo na espera das informações do sistema bancário e também no tratamento desses dados que, muitas vezes, ainda chegavam em papel. Agora, os arquivos vêm em um modelo padronizado e de fácil compreensão do analista policial ou da procuradoria. O atalho é muito grande."
O Sistema de Movimentações Bancárias foi divulgado ontem em Florianópolis na conclusão da reunião da Enccla, organismo vinculado à Secretaria Nacional de Justiça (SNJ).
Peritos e analistas que trabalham na área de inteligência, garimpando informações sensíveis, destacaram que a padronização do acesso a dados bancários vai permitir "relatórios quase instantâneos". Eles assinalam que "a informação vem limpa".
Antigamente, inspecionar contas era procedimento que se arrastava por muitos meses. Cada banco mandava os dados em um programa diferente.
Tecnologia. Uma rede de 54 órgãos públicos, dedicados à missão de vasculhar movimentações financeiras atípicas e crimes contra a administração pública, terá acesso ao Simba. Dezesseis instituições já estão cadastradas para utilizar a nova tecnologia, que tem suporte legal em uma Carta Circular do Banco Central, emitida em dezembro de 2009.
O Simba surgiu de uma iniciativa do Ministério Público Federal, informou Saadi. "Agora, a pedido da polícia ou da procuradoria o juiz requisita as informações às instituições financeiras que já têm o sistema programado para recepção e importação dos dados que, em seguida, são retransmitidos ao Simba. São duas grandes vantagens: rapidez e organização." O modelo vem sendo desenvolvido há dois anos.
O ministro Luís Paulo Telles Barreto, da Justiça, disse que o Simba vai reforçar a luta para "quebrar as organizações criminosas por meio da sua descapitalização". Segundo Barreto, grupos criminosos montaram "impérios econômicos".
A reunião da Enccla, da qual participaram quase 70 representantes de entidades ligadas à fiscalização e recursos públicos, também decidiu tornar público quais são os setores do governo que divulgam seu orçamento, em cumprimento à Lei 131/2009 - a norma determina que os gastos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário devem ser divulgados pela internet.

Fonte:

sábado, 27 de novembro de 2010

Nova tecnologia pode permitir HDs de até 24 TB

Na nossa realidade atual, se você quiser juntar 24 TB de armazenamento para um fim específico, vai precisar de no mínimo 8 HDs de 3 TBs cada. Essa é a maior capacidade de HDs que temos disponível hoje no mercado consumidor. Mas a fabricante japonesa Hitachi criou uma tecnologia que vai alegrar todos aqueles que anseiam por um HD único para guardar toda sua coleção de.. hm.. er… distribuições de Linux baixadas por torrent.

Desenvolvido em conjunto com a NEDO, organização japonesa de desenvolvimento de tecnologias industriais e novas energias, a tecnologia consiste de uma melhor miniaturização e organização mais eficiente dos grãos magnéticos que compõem os discos do HD. As estruturas magnéticas criadas pelas duas empresas ficam com apenas 10 nanômetros de tamanho.

Com isso é possível aumentar a densidade de um HD, que está em torno de 500 Gbits por polegada quadrada, em até 8 vezes. Esse aumento deve permitir a mesma capacidade de armazenamento que citei no começo do texto em apenas um nada exagerado disco rígido.

A Hitachi planeja apresentar a tecnologia para o público em uma convenção nos EUA na próxima semana.


Com informaçõesElectronista. Foto sob licença CC de henrikdjarv no Flickr.

Fonte:

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Bluetooth que se cuide: vem aí a tecnologia Wi-Fi Direct

Presente na maioria dos telefones celulares e laptops para trocas de arquivos ou para a interconexão de acessórios (mouse, teclado, fone de ouvido, microfone, etc), o padrão Bluetooth  está prestes a ganhar um concorrente de peso: a tecnologia Wi-Fi Direct.

A Wi-Fi Alliance  anunciou hoje que já começou a certificar dispositivos com a nova tecnologia. Empresas como Atheros, Cisco, Realtek e Intel, por exemplo, já contam com chips compatíveis. Isso significa que em breve encontraremos produtos com esses dispositivos no mercado.


O Wi-Fi Direct permitirá a comunicação entre dispositivos compatíveis por meio de conexões Wi-Fi (802.11), mas sem exigir roteadores ou outros equipamentos intermediários. Além dessa característica, sua principal vantagem é a de oferecer taxas de transferência de dados elevadas, cuja ponto máximo pode ser até 25 vezes maior que a velocidade oferecida pela tecnologia Bluetooth. Outro diferencial é a possibilidade de contar com o protocolo de segurança WPA2.

Com isso, os usuários poderão não só interconectar seus aparelhos – notebook e smartphone, por exemplo – para troca de arquivos, como também compartilhar sua conexão à internet facilmente, coisa praticamente inviável no Bluetooth.

De acordo com a Wi-Fi Alliance, muitos dos dispositivos atuais compatíveis com Wi-Fi poderão funcionar com o Wi-Fi Direct, no entanto, ainda não se sabe se para isso será necessário uso de novos drivers ou, dependendo do aparelho, atualização de firmware.

Apesar de o Wi-Fi Direct representar uma ameaça à tecnologia Bluetooth, é cedo para dizer que este encontrará em breve o seu fim: o consórcio Bluetooth SIG trabalha atualmente no desenvolvimento da versão 4.0 do padrão, que promete menor consumo de energia e criptografia AES de 128 bits.


Referência: eWeek, Wi-Fi Alliance.
Fonte:


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Samsung mostra seu primeiro celular com plataforma Bada

A Samsung anunciou durante o Mobile World Congress o Wave, seu primeiro smartphone com a plataforma Bada, desenvolvida pela fabricante coreana para concorrer com outros sistemas operacionais para celular, como iPhone, Android e Symbian.

As especificações técnicas do Wave incluem conectividade 3G, Wi-Fi e Bluetooth, tela sensível ao toque de 3,3 polegadas, processador de 1 GHz, A-GPS, câmera de 5 megapixels com vídeo em alta definição (720p).

Seu software inclui a interface TouchWiz 3.0, tecnologia mDNIe para conexão a televisores da Samsung e uma central de comunicação chamada Social Hub, que concentra e-mail, mensagens instantâneas e acesso a redes sociais. Além disso, o Wave reproduz vídeos no padrão DivX/Xvid.

O aparelho será lançado mundialmente em abril. A Samsung não informou o preço sugerido do Wave.



Informações: Zumo Notícias

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Nokia e Intel anunciam união por plataforma móvel

Nokia e Intel anunciaram hoje em Barcelona uma parceria para criar uma plataforma para dispositivos móveis, chamada MeeGo. O novo sistema surge da fusão dos sistemas Moblin, da Intel, e Maemo, da Nokia, baseados em software livre, e o primeiro aparelho deve ser lançado já no segundo trimestre deste ano.

Segundo as empresas, o MeeGo é "uma plataforma de software baseada em Linux compatível com múltiplas arquiteturas de hardware entre diversos segmentos de dispositivos, incluindo computadores móveis, netbooks, tablets, telefones para mídia , TVs conectadas e sistemas de entretenimento/informação veicular".

O MeeGo terá código aberto e será mantido pela Linux Foundation. Desenvolvedores poderão usar o mesmo ambiente de desenvolvimento já usado hoje para Maemo e Symbian, chamado Qt, e vender aplicativos tanto na Nokia Ovi Store quanto na Intel AppUp Center.

Informações: Zumo Notícias
Fonte: Terra Tecnologia

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Município gaúcho vai testar nova tecnologia contra violência

Em breve, os moradores do bairro Guajuviras, em Canoas, município da Grande Porto Alegre, vão conviver com uma nova tecnologia que, segundo seu fabricante, é capaz de identificar o disparo de uma arma de fogo e acionar a polícia entre 9 e 15 segundos, determinando o local exato no qual o tiro foi dado. O Ministério da Justiça estuda expandir o serviço para outras cidades, caso a experiência gaúcha seja bem-sucedida.

O sistema de localização de disparos - o ShotSpotter, como é chamado em inglês - foi desenvolvido há mais de dez anos. Nos Estados Unidos, já foi implantado em mais de 50 cidades e teria contribuído para uma redução média de 20% na incidência de crimes com armas de fogo, garante Roberto Motta, um dos diretores da ASI Brasil, representante exclusiva do produto no país.

Segundo Motta, o sistema usa uma avançada tecnologia capaz de distinguir o som de um tiro em meio a outros sons urbanos, como um rojão ou o barulho de um escapamento. O ruído é captado por sensores acústicos escondidos em telhados de prédios e casas. Esses sensores podem estar até 3 quilômetros do local do disparo.

Detectado o disparo, o próprio sistema mapeia, com base em localização GPS, o local exato onde o tiro foi dado. Um alerta eletrônico é então repassado a uma central, de onde os operadores podem acionar a viatura policial mais próxima, indicando o endereço da ocorrência.

De acordo com Motta, a margem de erro é de apenas dez metros e a única ressalva seria quando do uso de silenciadores, já que o som do tiro não teria como ser captado nem mesmo pelos sensores acústicos mais próximos. Mesmo assim, a eficácia do produto é garantida em contrato pelo seu fabricante, já que a empresa responsável afirma que o sistema deve captar e acionar a central em pelo menos 80% dos disparos feitos na área de abrangência dos sensores.

A implementação de o sistema em Canoas vai custar R$ 2 milhões - que serão repassados pelo Ministério da Justiça, via Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) – mais a contrapartida municipal, de cerca de 2%, ou cerca de R$ 40 mil, para capacitação dos operadores - policiais da guarda municipal - e para preparação da central.

Durante a assinatura do acordo que prevê a liberação dos recursos em até 30 dias, o ministro da Justiça, Tarso Genro, deixou claro que Guajuvira servirá de laboratório e que se a experiência for bem-sucedida, poderá ser reproduzida em outras cidades, sendo levada para aquelas que já integram o programa Territórios da Paz e também para as 12 que irão sediar jogos da Copa do Mundo.

Responsável por apresentar a ideia ao ministério, o prefeito de Canoas, Jairo Jorge (PT), defende que a tecnologia servirá não só para que os criminosos sejam detidos, mas também para salvar vidas, já que os serviços de atendimento médico poderão ser acionados prontamente.

“Em fração de segundos se agiliza não só a força policial, mas também o socorro, de forma que estaremos preservando e salvando vidas ao mesmo tempo em que estaremos combatendo a violência”, disse Jorge

De acordo com o Ministério da Justiça, o bairro Guajuviras foi escolhido para abrigar a primeira experiência com a tecnologia na América Latina por causa dos índices de criminalidade. Com 70 mil habitantes, em 2009 o bairro registrou 50 homicídios - 80% por arma de fogo. Ainda segundo o ministério, o índice de homicídios, que cresceu em média 30% a ano entre 2005 e 2009, só parou de aumentar após a implantação do Território de Paz do Pronasci, no ano passado.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

China testa novo sistema de intercepção de mísseis

As estruturas militares da China procederam ao ensaio de uma nova tecnologia de intercepção e destruição de mísseis em voo, uma manobra que a agência oficial Xinhua afirma ter "alcançado os objectivos esperados". O teste foi levado a efeito depois de Pequim ter condenado a venda de mísseis norte-americanos "Patriot" às autoridades da ilha de Taiwan.


Os detalhes sobre o ensaio militar, concretizado durante a noite de segunda-feira, são escassos. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China limita-se a argumentar que o ensaio de "uma tecnologia instalada em terra para a intercepção de mísseis em voo" foi de "natureza defensiva e não teve por alvo qualquer país". Mas comporta uma carga simbólica.
A última demonstração de força da máquina militar chinesa surge depois de os Estados Unidos terem acertado, na semana passada, os detalhes da venda de mísseis defensivos "Patriot" a Taiwan. O regime de Pequim fez desde logo ouvir os seus protestos, invocando uma vez mais a "política de uma China", ao abrigo da qual a ilha "secessionista" de Taiwan é encarada como parte integrante do território chinês.
"A China sente que os Estados Unidos querem, por um lado, todo o tipo de cooperação, mas, por outro lado, continuam a vender armas a Taiwan e esta discrepância está a expandir-se. Não deve haver qualquer reverso substancial nas relações a propósito disto. Mas a autoconfiança da China está a crescer e vê estas vendas de armas a Taiwan como uma humilhação", explicou, em declarações à agência Reuters, o professor de Relações Internacionais Zhu Feng, da Universidade de Pequim.


"Danos para as relações entre China e Estados Unidos" 

Menos polida, a agência oficial Xinhua fez sair um comentário carregado de críticas à cooperação militar entre Washington e Taipei: "De cada vez que os Estados Unidos venderam armas a Taiwan, houve enormes danos nas relações entre a China e os Estados Unidos. Esta venda de armas norte-americanas a Taiwan não vai ser excepção".
A Xinhua acusa mesmo o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de estar a trair compromissos assumidos com as autoridades de Pequim, desde logo a não ingerência em questões de "interesse fundamental". "Parem imediatamente as vendas de armas a Taiwan para evitar danos na cooperação entre a China e os Estados Unidos em áreas importantes", insiste a agência do Governo.
Há também vozes inflamadas entre a cúpula militar de Pequim, que começa a pressionar os responsáveis políticos para que adoptem sanções a empresas norte-americanas. É o caso de Jin Yinan, major-general do Exército de Libertação Popular e professor na Universidade de Defesa Nacional da China. Num artigo publicado este mês pelo Study Times, Yinan escreveu: "Devemos usar medidas de resposta para fazer com que o outro lado pague o preço correspondente e sofra o castigo correspondente".


Investimento em defesa contra mísseis.

A China reivindica soberania sobre Taiwan desde 1949, ano em que as forças comunistas de Mao Tsé-tung prevaleceram na guerra civil e empurraram os nacionalistas de Chiang Kai-shek para a ilha. Em 1979, os Estados Unidos mudaram o seu reconhecimento diplomático para Pequim, indo ao encontro da "política de uma China".

Contudo, as sucessivas administrações norte-americanas mantiveram sempre uma apertada cooperação militar com Taiwan, à luz do argumento de que a superpotência tem o dever de ajudar o território a defender-se.

Nos últimos anos, as chefias militares da China duplicaram o investimento em diferentes tecnologias bélicas. A defesa anti-mísseis é uma das áreas privilegiadas. Ainda assim, segundo Yang Chengjun, um perito em armamento citado pelo jornal chinês Global Times, os sistemas de defesa do país continuam "longe de formar uma capacidade operacional".


Fonte: RTP

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Virtual Acoustic Matrix: nova tecnologia de touchscreen

Como funciona a tecnologia de touchscreen baseada no reconhecimento de ondas sonoras.  

Nos últimos anos, alguns aparelhos como celulares e computadores têm evoluído de forma assustadoramente rápida. Por isso, mecanismos e tecnologias associadas a estes dispositivos também estão tentando acompanhar da melhor forma possível tal evolução. Até mesmo os periféricos e componentes mudaram para se adaptarem de forma adequada ao novo público, cada vez mais exigente.

Da mesma forma, alguns elementos que por si só já representavam a evolução de uma tecnologia, como as telas touchscreen, podem vir a sofrer mudanças nos próximos anos. Os atuais sistemas adotados por esse tipo de tela podem ser, normalmente, de dois tipos: resistivo e capacitivo.

O sistema resistivo é composto por um painel de vidro, recoberto por uma camada metálica condutora e outra resistiva e, acima das duas, há uma camada de proteção. As duas primeiras camadas são separadas por espaçadores e uma corrente elétrica passa através delas durante o tempo de atividade do monitor.

Quando a tela é tocada, as duas camadas fazem contato exatamente naquele ponto, gerando mudança no campo elétrico. Então, as coordenadas do ponto de contato são calculadas pelo computador. No sistema capacitivo, uma camada que armazena carga elétrica é colocada no painel de vidro do monitor. Quando ele é tocado, parte da carga é transferida para o usuário, de modo que a carga na camada capacitiva diminui.

Essa diminuição é medida considerando as diferenças de carga. Então é calculado o local exato no qual ocorreu o toque. O sistema capacitivo possui imagens mais nítidas do que o resistivo, pois transmite até 90% da luz do monitor. A sensibilidade das telas também é diferente, um touchscreen com mecanismo resistivo registra um toque durante o tempo em que as camadas estão em contato.

Por essa razão, não há diferença se você o tocar com seu dedo, caneta ou qualquer outro material. Já nos touchscreens capacitivos é necessário ter o toque de um material condutor, como o dedo, para registrá-lo. Pensando em unir as vantagens destes dois sistemas com o mínimo de desvantagens, um novo tipo de mecanismo touchscreen foi criado.

A empresa Sensitive Object, especializada em interfaces homem-máquina, anunciou um novo tipo de mecanismo touchscreen, o qual chamou de plataforma “Anywhere MultiTouch”que adota uma tecnologia chamada “Virtual Acoustic Matrix”. Os dispositivos com suporte para o Anywhere MultiTouch oferecem o reconhecimento de toque por meio da assimilação dele com ondas sonoras.

Basicamente, os dispositivos que adotarem esse método funcionam da seguinte forma: quando você toca uma superfície qualquer, é produzido um padrão de ondas contendo o som do toque por todo o material. Esse padrão cria uma espécie de assinatura acústica única no exato local do impacto.

A tecnologia utiliza sensores acústicos embutidos em um painel de vidro para capturar as vibrações de áudio emitidas na superfície de um objeto. Em seguida, por meio de algoritmos de processamento de sinal, o painel reconhece a posição específica de um toque por meio da assimilação com a assinatura acústica captada.

Logo que a assinatura é reconhecida, qualquer ação que estiver associada ao ponto de toque é executada no aparelho. Segundo a empresa desenvolvedora da Virtual Acoustic Matrix, ela pode ser aplicada não apenas a vidro como também a qualquer superfície sólida, como plástico, madeira, metal, etc.

A propriedade da emissão de sons por meio do toque foi descoberta através dos estudos de um processo chamado “Time Reversal Acoustics” que é utilizado para identificar a fonte de ondas de radiação. A tecnologia aplicada nos painéis, chamada por sua empresa criadora de ReverSys, procura reconhecer esses padrões de som causados pelo toque ao invés de reconhecer a redução de cargas elétricas registradas pelo toque ou a junção de dois painéis – sistema utilizado pelos touchscreens capacitivos e resistivos.

Características

Segundo os desenvolvedores, esta nova tecnologia baseada em acústica do toque promete revolucionar os mecanismos que envolvam o uso de touchscreen, o que inclui diversos dispositivos como celulares, computadores, multimídia, automação, etc.. Quando utilizado um painel de vidro como superfície sensível, o material não requer qualquer tratamento especial e mantém suas propriedades físicas normais, contando com uma resistência alta a arranhões.

Outra grande vantagem é que os painéis oferecem uma alta taxa de precisão (menos de 1% de erro). Ele também possui suporte para ativação em condições especiais como no caso de sua mão estar com luvas, por exemplo, e não é sensível ao toque da palma da mão, proporcionando menor grau de erro.

Além disso, esta nova tecnologia abre todo um novo possível conceito de design dos aparelhos, pois não precisa necessariamente ser aplicada em um painel de vidro ou apenas em uma parte do aparelho.

Quando vai estar disponível?

A tecnologia Virtual Acoustic Matrix já existe e inclusive algumas empresas , como a Motorola, estão investindo nela para uma futura nova linha de aparelhos. Os desenvolvedores afirmam que o preço da tecnologia é competitivo, não sendo mais elevado do que os mecanismos touchscreen existentes no mercado.


Fonte: Baixaki