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domingo, 28 de novembro de 2010

Nova tecnologia facilita análise online de fraude

A Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) anunciou ontem novo aliado para investigações contra organizações criminosas envolvidas em desvios de recursos públicos e fraudes. É o Sistema de Movimentações Bancárias (Simba), tecnologia para análise em alta velocidade de quebra do sigilo de contas.
A ferramenta levará, praticamente online a todos os órgãos de fiscalização, controle e repressão, dados e extratos de correntistas sob suspeita. Os bancos deverão fazer a consulta, a partir de ordem judicial, e transmitir as informações solicitadas sem nenhuma omissão. O sistema não aceita o envio incompleto de dados.
"É um grande avanço", afirma o delegado Ricardo Saadi, diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), braço do Ministério da Justiça que rastreia nos paraísos fiscais fortunas de fraudadores do Tesouro e empresários do crime organizado.
Segundo Saadi, a investigação sobre delitos financeiros, lavagem de recursos ilícitos e evasão de divisas vai cortar caminho. "Perdia-se muito tempo na espera das informações do sistema bancário e também no tratamento desses dados que, muitas vezes, ainda chegavam em papel. Agora, os arquivos vêm em um modelo padronizado e de fácil compreensão do analista policial ou da procuradoria. O atalho é muito grande."
O Sistema de Movimentações Bancárias foi divulgado ontem em Florianópolis na conclusão da reunião da Enccla, organismo vinculado à Secretaria Nacional de Justiça (SNJ).
Peritos e analistas que trabalham na área de inteligência, garimpando informações sensíveis, destacaram que a padronização do acesso a dados bancários vai permitir "relatórios quase instantâneos". Eles assinalam que "a informação vem limpa".
Antigamente, inspecionar contas era procedimento que se arrastava por muitos meses. Cada banco mandava os dados em um programa diferente.
Tecnologia. Uma rede de 54 órgãos públicos, dedicados à missão de vasculhar movimentações financeiras atípicas e crimes contra a administração pública, terá acesso ao Simba. Dezesseis instituições já estão cadastradas para utilizar a nova tecnologia, que tem suporte legal em uma Carta Circular do Banco Central, emitida em dezembro de 2009.
O Simba surgiu de uma iniciativa do Ministério Público Federal, informou Saadi. "Agora, a pedido da polícia ou da procuradoria o juiz requisita as informações às instituições financeiras que já têm o sistema programado para recepção e importação dos dados que, em seguida, são retransmitidos ao Simba. São duas grandes vantagens: rapidez e organização." O modelo vem sendo desenvolvido há dois anos.
O ministro Luís Paulo Telles Barreto, da Justiça, disse que o Simba vai reforçar a luta para "quebrar as organizações criminosas por meio da sua descapitalização". Segundo Barreto, grupos criminosos montaram "impérios econômicos".
A reunião da Enccla, da qual participaram quase 70 representantes de entidades ligadas à fiscalização e recursos públicos, também decidiu tornar público quais são os setores do governo que divulgam seu orçamento, em cumprimento à Lei 131/2009 - a norma determina que os gastos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário devem ser divulgados pela internet.

Fonte:

sábado, 16 de janeiro de 2010

Aplicativo para Android é eliminado por suspeita de golpe online

Após alertas de bancos, Google retira widget suspeito, além de outros 50 aplicativos similares inseridos pelo desenvolvedor '09Droid'.

Aplicativos móveis que poderiam ter roubado dados bancários de usuários começaram a aparecer na loja de aplicativos Android Market, para o sistema operacional móvel do Google, alertaram especialistas em segurança na segunda-feira (1/1).

O banco canadense BayPort Credit Union, fez um alerta em 22 de dezembro sobre um aplicativo para o sistema Android que prometia facilitar o acesso dos correntistas ao banco online. “Acredita-se que os golpistas tenham desenvolvido aplicações móveis fraudulentas para o Android Marketplace, usando uma técnica de phishing na tentativa de ganhar informações de acesso dos usuários de mobile banking” alerta o banco.

No mesmo dia do BayPort Credit Union, o banco norte-americano First Tech Credit Union, que possui agências nos Estados do Oregon e de Washington, envio um comunicado similar sobre aplicativos suspeitos.

O banco BayPort informou ter notificado o Google no dia 15 de dezembro, uma semana antes de fazer seu alerta, e que a empresa removeu não somente o aplicativo suspeito como outros 50 aplicativos similares inseridos pelo mesmo desenvolvedor, registrado como “09Droid.”

Pesquisadores de segurança não confirmaram que as aplicações bancárias presentes no Android Marketplace eram, de fato, maliciosas. O chefe de pesquisas da empresa de segurança de dados, F-Secure, Mikko Hypponen, disse que está buscando uma cópia dos aplicativos para testes já que o Google retirou as aplicações do Marketplace. Segundo ele, "é possível que as aplicações não tenham nada de malicioso diretamente."

Hypponen acredita que o desenvolvedor "09Droid" tenha simplesmente tentado ganhar dinheiro facilmente ao oferecer diversas versões de aplicativos, que apenas funcionam como atalhos para serviços de internet banking, cobrando 99 centavos de dólar por cada um.

O especialista da F-Secure ainda observa que o Android não é uma plataforma tão popular para servir como base de um golpe online envolvendo diversos bancos.  Em dezembro de 2009, o Android registrou uma participação de 0,02% no mercado de sistemas operacionais, segundo a NetApplications.


Fonte: IDG Now!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Microsoft lança software para combater a pornografia infantil online

Novo sistema PhotoDNA trabalha com reconhecimento de imagens sobre pornografia infantil na internet fazendo comparações rápidas.

A Microsoft doou nesta quarta-feira (16/12) o software de reconhecimento de imagens PhotoDNA ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas dos Estados Unidos (NCMEC, em inglês), que promete automatizar e agilizar combate a pornografia infantil na internet, informa o jornal The Wall Street Journal.

Segundo a presidente do NCMEC, Ernie Allen, não é uma surpresa que a rede tenha favorecido uma explosão na divulgação de pornografia infantil, já que a internet é um canal de distribuição eficiente para todos os tipos de mídia.

Nos testes realizados, o PhotoDNA processou imagens em menos de cinco milissegundos cada e conseguiu indentificá-las com precisão em 98% das vezes, exibindo um alarme falso a cada bilhão de imagens.

O software utiliza uma técnica que permite a identificação precisa de fotos que tenham sido cortadas, editadas ou modificadas de outra forma.

O PhotoDNA não identifica se uma imagem é pornográfica, mas faz uma análise e descobre a sua impressão digital, que pode ser comparada a milhões de vídeos e imagens registradas no acervo do NCMEC.

O uso principal, segundo especialistas, será para conter a redistribuição da pornografia infantil, já que as mesmas imagens geralmente circulam por anos.

Essa não é a primeira vez que a Microsoft colabora no combate à pornografia infantil online.  O Sistema de Rastreamento de Exploração Infantil, solução da empresa que envolve bancos de dados e software de buscas, é usado por autoridades de 20 países para compartilhar informações e ajudar no rastreamento de criminosos.


Fonte: IDG NOW!