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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Bug em roteadores D-Link pode abrir tela de configuração a invasores

Dos seis modelos afetados, três - DIR-615, DIR-635 e DIR-655 - são vendidos pelo canal formal da empresa no Brasil.

O fabricante de roteadores D-Link admitiu nesta sexta-feira (15/1) que alguns de seus roteadores têm uma vulnerabilidade que pode permitir a hackers o acesso às configurações de administração do aparelho. A empresa de Taiwan afirmou que já publicou correções para as brechas.

De acordo com uma nota de 9/1 publicada no blog da SourceSec Security Research, alguns roteadores da D-Link têm uma implementação insegura do protocolo de administração de rede doméstica (HNAP, na sigla em inglês), o que poderia permitir a uma pessoa não autorizada mudar as configurações do roteador (posteriormente, a nota foi retirada do ar).

A SourceSec publicou uma ferramenta chamada HNAPOwn, que serve de prova-de-conceito e que poderia facilitar a invasão - uma ação que foi criticada pela D-Link. "Ao publicar suas ferramentas e dar instruções específicas, os autores do relatório delinearam publicamente como a segurança poderia ser violada, o que poderia ter sérias consequências para nossos clientes", afirmoju a D-Link em comunicado.

A fabricante disse apenas que parecia ser possível invadir os roteadores usando a ferramenta de software divulgada, mas não simplesmente com o código publicado.

Opiniões diferentes

A D-Link e a SourceSec têm opiniões divergentes sobre os modelos vulneráveis. A SourceSec escreveu que suspeita de todos os roteadores D-Link fabricados desde 2006, com suporte a HNAP. Mas eles admitiram não ter testado todos eles.

Já a D-Link informou que os modelos afetados são o DIR-855 (versão A2), DIR-655 (versões A1 a A4) e DIR-635 (versão B). Três modelos descontinuados - DIR-615 (versões B1, B2 e B3), DIR-635 (versão A) e DI-634M (versão B1) - também são afetados. A empresa informa que novas atualizações de software têm sido oferecidas em seus sites na web. Dos modelos afetados, três - DIR-615, DIR-635 e DIR-655 - são vendidos pelo canal formal da D-Link no Brasil.

A subsidiária brasileira da empresa informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que aguarda orientação da matriz para a publicação, no site local, da correção para a falha.

Fonte: PCWord

sábado, 16 de janeiro de 2010

Grupo por trás de invasão do Twitter derruba serviço chinês Baidu.com

Principal mecanismo de busca chinês passou a segunda-feira (11/1) fora do ar. Exército Cibernético Iraniano afirma ser responsável por invasão.

O grupo de crackers do Exército Cibernético Iraniano, que derrubou o Twitter em dezembro, aparentemente definiu um novo alvo: o principal serviço de busca chinês, o Baidu.com.

O Baidu.com estava fora do ar na segunda-feira (11/1), mas durante um tempo uma imagem aparecia com a mensagem “Esse site foi invadido pelo Exército Cibernético Iraniano”, de acordo com relatos do jornal oficial do Partido Comunista Chinês e outros sites.

Com mais da metade do mercado de buscas na China, o Baidu é o serviço mais usado no país. A empresa não foi encontrada para comentar o fato.

O Exército Cibernético Iraniano ganhou notoriedade quando invadiu servidores do Twitter no dia 18 de dezembro, mas há poucas informações sobre o grupo.

De acordo com especialistas em segurança, os dados do nome de domínio do Baidu parecem ter sido adulterados. Na segunda-feira, a empresa usava servidores pertencentes à HostGator, um provedor dos Estados Unidos, em vez dos servidores usados normalmente. “Parece que as credenciais do domínio foram roubadas”, disse o pesquisador da fornecedora de ferramentas de segurança Trend Micro, Paul Ferguson.

Essa é a mesma técnica que foi usada para invadir o Twitter, quando os crackers iranianos conseguiram acessar a conta usada para gerenciar o DNS do Twitter e redirecionaram visitantes para outro servidor, que tinha uma mensagem semelhante à usada no Baidu.com. O ataque deixou o Twitter fora do ar por mais de uma hora.


Fonte: TechLider