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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Polícia chinesa fecha principal site de formadores de hackers

A China fechou o que as autoridades chinesas afirmaram ser o maior site de treinamento de hackers do país e deteve três de seus membros, supostos dirigentes. O site "Black Hawk Safety Net" ensinava técnicas a hackers e oferecia downloads de software para seus 12 mil membros pagantes, publicou o jornal Wuhan Evening News, mencionando declarações de policiais de Huanggang, cidade logo a leste de Wuhan.

 Wuhan coincidentemente abriga a Academia do Comando de Comunicações, que treina hackers, de acordo com um depoimento de James Mulvenon, especialista em segurança na computação, ao Congresso norte-americano, em 2008.

O site foi fechado em novembro e três de seus membros estão detidos por suspeita de atividades criminosas, informou o jornal, sem explicar por que a notícia foi divulgada apenas agora.

Os três detidos transmitiam aos membros de seus fóruns da web diferentes versões de cavalos de tróia, explicaram as autoridades, de acordo com a agência Xinhua. Esse delito foi registrado no Código Penal da China em 2009.

A Polícia também confiscou mais de 1,7 milhão de iuanes (US$ 250 mil) em dinheiro, nove servidores web, cinco computadores e um veículo. Segundo relatório da Rede Nacional de Informática do Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da China, durante 2009 a pirataria originou no país perdas no valor de US$ 1,1 milhão.

A popularidade das operações de hackers na China e seu uso de múltiplos endereços e servidores, em Taiwan e outros locais, torna difícil provar como e por quem suas atividades são coordenadas.

Os aspirantes a hackers chineses não tinham dificuldade para obter tudo de que precisavam para essa atividade, graças a um setor ativo de pirataria e a sites como o Black Hawk Safety Net (www.3800hk.com), que não mostrava sinais de estar ativo nesta segunda-feira.

As ações dos hackers da China atraíram atenção internacional depois que o Google ameaçou deixar o país por conta de uma tentativa de invasão por hackers originada da China. A empresa considerou ação como grave e afirmou que resultou em roubo de propriedade intelectual da companhia. A China negou o envolvimento no ataque de hackers e disse que não tolera esse tipo de atividade.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

ONU pede tratado para evitar uma "guerra na internet"

O mundo precisa de um tratado para se defender dos ciberataques antes que eles se transformem em uma ciberguerra ou guerra na internet, declarou neste sábado (30) no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o chefe da agência de telecomunicações da ONU, Hamadoun Touré.

Os ataques contra o Google, ocorridos na China segundo o próprio site de busca norte-americano, entraram na pauta de discussões do Fórum Econômico Mundial, que termina neste domingo na estação de esqui dos Alpes suíços.

Sobre o tema, o secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), Hamadoun Touré, disse que o risco de um conflito entre dois países através da internet aumenta a cada ano.

Com essa situação, Touré propôs um tratado no qual as partes se comprometam a não lançar um primeiro "ciberataque" contra outra.

"Uma ciberguerra seria pior que um tsunami, uma catástrofe", declarou Touré.

O acordo internacional "seria parecido com um tratado de guerra antes de uma guerra", acrescentou.

Entretanto, John Negroponte, ex-diretor da Agência Central de Inteligência norte-americana (CIA) durante a administração de George W. Bush, disse que os serviços secretos das potências mundiais seriam os primeiros a "fazerem ressalvas" a essa idéia.

Já Susan Collins, uma senadora republicana e membro das comissões de Defesa e Interior no Senado norte-americano, estimou que a perspectiva de que um ataque através da internet desencadeie uma guerra deve ser feita agora em consideração a seu país.

"Se alguém bombardeia nossa rede elétrica e vemos os responsáveis fazerem isso, claramente é um ato de guerra", assinalou.

"Se o mesmo país utiliza computadores sofisticados para desativar a nossa rede elétrica, creio realmente que não estamos longe de dizer que se trata de uma guerra", acrescentou.

Segundo Craig Mundie, diretor de investigação da Microsoft, "há menos de dez países no mundo cuja capacidade informática é sofisticada o suficiente para produzir ciberataques, que podem ainda fazer com que eles pareçam vindos de qualquer parte".

China, Estados Unidos e Rússia são parte dos 20 países que se encontram envolvidos em uma corrida armamentista no ciberespaço e que se preparam para possíveis hostilidades via internet, indicou na quinta-feira em Davos o presidente da companhia de segurança de rede McAfee, Dave DeWalt.

Para a McAfee, o recente ataque contra o Google ilustra a mudança de infraestrutura dos governos em matéria de espionagem e ataques em uma ofensiva que é "comercial por natureza".

O último informe da McAfee, que guarda informações de cerca de 600 empresas de telecomunicações e informática, revelou que 60% dos consultados acreditam que representantes de governos estrangeiros estejam envolvidos em operações para invadir suas estruturas.

Informções France Press

Fonte: AdNews

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

China testa novo sistema de intercepção de mísseis

As estruturas militares da China procederam ao ensaio de uma nova tecnologia de intercepção e destruição de mísseis em voo, uma manobra que a agência oficial Xinhua afirma ter "alcançado os objectivos esperados". O teste foi levado a efeito depois de Pequim ter condenado a venda de mísseis norte-americanos "Patriot" às autoridades da ilha de Taiwan.


Os detalhes sobre o ensaio militar, concretizado durante a noite de segunda-feira, são escassos. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China limita-se a argumentar que o ensaio de "uma tecnologia instalada em terra para a intercepção de mísseis em voo" foi de "natureza defensiva e não teve por alvo qualquer país". Mas comporta uma carga simbólica.
A última demonstração de força da máquina militar chinesa surge depois de os Estados Unidos terem acertado, na semana passada, os detalhes da venda de mísseis defensivos "Patriot" a Taiwan. O regime de Pequim fez desde logo ouvir os seus protestos, invocando uma vez mais a "política de uma China", ao abrigo da qual a ilha "secessionista" de Taiwan é encarada como parte integrante do território chinês.
"A China sente que os Estados Unidos querem, por um lado, todo o tipo de cooperação, mas, por outro lado, continuam a vender armas a Taiwan e esta discrepância está a expandir-se. Não deve haver qualquer reverso substancial nas relações a propósito disto. Mas a autoconfiança da China está a crescer e vê estas vendas de armas a Taiwan como uma humilhação", explicou, em declarações à agência Reuters, o professor de Relações Internacionais Zhu Feng, da Universidade de Pequim.


"Danos para as relações entre China e Estados Unidos" 

Menos polida, a agência oficial Xinhua fez sair um comentário carregado de críticas à cooperação militar entre Washington e Taipei: "De cada vez que os Estados Unidos venderam armas a Taiwan, houve enormes danos nas relações entre a China e os Estados Unidos. Esta venda de armas norte-americanas a Taiwan não vai ser excepção".
A Xinhua acusa mesmo o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de estar a trair compromissos assumidos com as autoridades de Pequim, desde logo a não ingerência em questões de "interesse fundamental". "Parem imediatamente as vendas de armas a Taiwan para evitar danos na cooperação entre a China e os Estados Unidos em áreas importantes", insiste a agência do Governo.
Há também vozes inflamadas entre a cúpula militar de Pequim, que começa a pressionar os responsáveis políticos para que adoptem sanções a empresas norte-americanas. É o caso de Jin Yinan, major-general do Exército de Libertação Popular e professor na Universidade de Defesa Nacional da China. Num artigo publicado este mês pelo Study Times, Yinan escreveu: "Devemos usar medidas de resposta para fazer com que o outro lado pague o preço correspondente e sofra o castigo correspondente".


Investimento em defesa contra mísseis.

A China reivindica soberania sobre Taiwan desde 1949, ano em que as forças comunistas de Mao Tsé-tung prevaleceram na guerra civil e empurraram os nacionalistas de Chiang Kai-shek para a ilha. Em 1979, os Estados Unidos mudaram o seu reconhecimento diplomático para Pequim, indo ao encontro da "política de uma China".

Contudo, as sucessivas administrações norte-americanas mantiveram sempre uma apertada cooperação militar com Taiwan, à luz do argumento de que a superpotência tem o dever de ajudar o território a defender-se.

Nos últimos anos, as chefias militares da China duplicaram o investimento em diferentes tecnologias bélicas. A defesa anti-mísseis é uma das áreas privilegiadas. Ainda assim, segundo Yang Chengjun, um perito em armamento citado pelo jornal chinês Global Times, os sistemas de defesa do país continuam "longe de formar uma capacidade operacional".


Fonte: RTP

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Eficiência energética chinesa em MG

A Cemig, a Efficientia, subsidiária integral da Cemig, e a Lagos Indústria Química assinaram nesta quarta-feira (30/12) contratos para cogeração de energia a partir de vapor na planta industrial da Lagos, instalada em Arcos (MG). Todo processo será implantado em seis meses e será utilizada a tecnologia grupo gerador a parafuso helicoidal, trazida da China.

Está prevista, para uma potência instalada de 500 kW, uma geração de 3.400 MWh/ano que representa 28,3% do consumo da empresa, suficiente para atender aproximadamente 2.500 residências, de acordo com estimativas da própria Cemig. A nova tecnologia utiliza o vapor em seu estado saturado, o que pode gerar potência entre 50 e 1.500 kW, com custos bastante competitivos.

Fonte: Energia Hoje