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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

ONU pede tratado para evitar uma "guerra na internet"

O mundo precisa de um tratado para se defender dos ciberataques antes que eles se transformem em uma ciberguerra ou guerra na internet, declarou neste sábado (30) no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o chefe da agência de telecomunicações da ONU, Hamadoun Touré.

Os ataques contra o Google, ocorridos na China segundo o próprio site de busca norte-americano, entraram na pauta de discussões do Fórum Econômico Mundial, que termina neste domingo na estação de esqui dos Alpes suíços.

Sobre o tema, o secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), Hamadoun Touré, disse que o risco de um conflito entre dois países através da internet aumenta a cada ano.

Com essa situação, Touré propôs um tratado no qual as partes se comprometam a não lançar um primeiro "ciberataque" contra outra.

"Uma ciberguerra seria pior que um tsunami, uma catástrofe", declarou Touré.

O acordo internacional "seria parecido com um tratado de guerra antes de uma guerra", acrescentou.

Entretanto, John Negroponte, ex-diretor da Agência Central de Inteligência norte-americana (CIA) durante a administração de George W. Bush, disse que os serviços secretos das potências mundiais seriam os primeiros a "fazerem ressalvas" a essa idéia.

Já Susan Collins, uma senadora republicana e membro das comissões de Defesa e Interior no Senado norte-americano, estimou que a perspectiva de que um ataque através da internet desencadeie uma guerra deve ser feita agora em consideração a seu país.

"Se alguém bombardeia nossa rede elétrica e vemos os responsáveis fazerem isso, claramente é um ato de guerra", assinalou.

"Se o mesmo país utiliza computadores sofisticados para desativar a nossa rede elétrica, creio realmente que não estamos longe de dizer que se trata de uma guerra", acrescentou.

Segundo Craig Mundie, diretor de investigação da Microsoft, "há menos de dez países no mundo cuja capacidade informática é sofisticada o suficiente para produzir ciberataques, que podem ainda fazer com que eles pareçam vindos de qualquer parte".

China, Estados Unidos e Rússia são parte dos 20 países que se encontram envolvidos em uma corrida armamentista no ciberespaço e que se preparam para possíveis hostilidades via internet, indicou na quinta-feira em Davos o presidente da companhia de segurança de rede McAfee, Dave DeWalt.

Para a McAfee, o recente ataque contra o Google ilustra a mudança de infraestrutura dos governos em matéria de espionagem e ataques em uma ofensiva que é "comercial por natureza".

O último informe da McAfee, que guarda informações de cerca de 600 empresas de telecomunicações e informática, revelou que 60% dos consultados acreditam que representantes de governos estrangeiros estejam envolvidos em operações para invadir suas estruturas.

Informções France Press

Fonte: AdNews

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Banda larga popular de SP não cumpre critérios da ONU

Na última quarta-feira (14/10), o governador José Serra anunciou um projeto de banda larga popular em São Paulo. Mas, o pacote não passou pelo critério definido pela UIT (União Internacional de Telecomunicações), ligado as Organizações das Nações Unidas (ONU).

De acordo com a Folha de S.Paulo, o serviço que será oferecido pelo governo terá velocidade mínima de 200Kbps (kilobits por segundo), enquanto a instituição considera banda larga a velocidade de transmissão de dados superior a 256 Kbps (kilobits por segundo).

Por outro lado, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) não tem normas que definam a velocidade mínima da banda. Ela considera usuários de banda larga todos que têm acesso acima de 64 Kpbs, velocidade de conexões discadas.

O governo do Estado afirmou, em nota, que a definição da UIT é polêmica e que "o Brasil não tem regulamentação que indique qual a velocidade mínima para uma conexão ser classificada como banda larga". E também que a velocidade 200 Kbps é a mínima e ela pode chegar a 1 Mbps.

A diferença entre as velocidades do programa de banda larga popular e o mínimo admitido pela UIT foi evidenciado quando João de Deus, vice-presidente da Abrafix, associação que representa as teles fixas, citou o relatório da entidade que define banda larga como um serviço acima de 256 Kbps. A declaração foi feita durante debate no Futurecom.

Para defender as teles e a qualidade do serviço do país, João de Deus afirmou que a velocidade média para baixar arquivos (download) no Brasil é maior do que em outros países com a mesma renda per capita.

Telefônica
Primeira a aderir o plano, a Telefônica lançou um pacote com 250 Kbps de velocidade. Segundo Antonio Carlos Valente, presidente da empresa, na prática, o serviço atende aos padrões definidos pela UIT.

Na última sexta-feira (16/10), a companhia detalhou seu projeto de internet popular e anunciou a venda a partir de 9 de novembro. Somente assinantes do serviço de telefonia fixa poderão contratar a banda larga popular.

Fonte: Redação Adnews, TechWord