Mostrando postagens com marcador Internet Via Rede Eletrica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Internet Via Rede Eletrica. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de março de 2010

Intelig lança banda larga por rede elétrica

SÃO PAULO – A Intelig Telecom iniciou, no Brasil, a oferta comercial de banda larga e voz com a tecnologia BPL (Broadband over Powerline Indoor), que permite a transmissão de dados via fios da rede elétrica interna do cliente.

De acordo com a companhia, o lançamento, por enquanto, resume-se a uma pequena parcela do mercado paulista por meio de uma parceria com Eletropaulo Telecom, que forneceu a infraestrutura.

Para usufruir do serviço, o cliente precisa agendar uma instalação presencial com a campanhia. Imediatamente depois da visita dos técnicos, os recursos estarão disponíveis.


O plano convergente reúne telefone fixo e internet banda larga, requerendo aos usuários apenas o trabalho de plugar o modem na tomada.

A Intelig informa ainda que, na promoção de lançamento, o cliente não paga a taxa de adesão e os equipamentos (modem e ata) são oferecidos sem qualquer custo para o cliente.

Chamado de InteligCombo, o  plano, completo e com velocidade de banda de 10 Mbps, custa R$ 74,90 com impostos - preço que se manterá até março de 2011, segundo a empresa.

O serviço estará disponível primeiramente em Moema, Pinheiros e Jardins, isto é, em 350 edifícios, o que corresponde a 18 mil residências. Não há previsão para a chegada em outras regiões.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Regulação freia desenvolvimento da internet pela rede elétrica

A oferta de acesso à internet pela rede elétrica pode acabar não se tornando realidade no Brasil por causa de exigências impostas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), dizem empresas interessadas em explorar o serviço. Mesmo as distribuidoras mais adiantadas na tecnologia temem que não seja viável se lançar no negócio porque não querem correr o risco de serem obrigadas a ceder sua rede para uma outra empresa, fora de seu próprio grupo.

O uso da rede elétrica para o tráfego de internet é considerado uma ferramenta importante para disseminar o aceso à banda larga no Brasil. Isso porque a rede das distribuidoras de energia é bem maior do que a malha de operadoras de telefonia e de TV a Cabo e atinge parte expressiva do território brasileiro.

O problema apontado pelas empresas está na regra aprovada pela Aneel no ano passado, ao regulamentar a exploração da tecnologia. Ela estabelece que as distribuidoras de energia terão de fazer uma concorrência pública para escolher, pelo menor preço, a empresa de telecomunicações que prestará o serviço. Assim, mesmo que a distribuidora tenha uma subsidiária específica para a banda larga elétrica, esta terá de concorrer junto com os demais interessados, em igualdade de condições, para ter o direito de usar sua rede.

Rede nas mãos das grandes

Para Orlando Cesar Oliveira, diretor da Copel Telecom, braço da banda larga da Companhia Paranaense de Energia (Copel), a legislação da Aneel está fortalecendo o monopólio das redes nas mãos das grandes empresas de telecomunicações.

Ele explica que hoje há três tecnologias para conexão em banda larga: pela rede das empresas de telefonia, pelos cabos das operadoras de TV a cabo e pela rede elétrica (Power Line Communication - PLC). Nas duas primeiras, as redes são usadas para oferecer serviços de internet, sem necessidade de licitação.

"A Telefônica, que vende o Speedy, e a Oi, que vende o Velox, têm uso exclusivo de suas redes e não pagam por isso", afirmou. "Na energia, estão exigindo uma chamada pública", acrescentou.

Para o presidente da Associação das Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel), Pedro Jatobá, ao fazer a oferta pública, a distribuidora corre o risco de ter sua infraestrutura alugada por terceiros, "e, se depois precisar usá-la, teria de contratar quem arrendou a rede dela".

Para Jatobá, essa imposição, somada à exigência da Aneel de que 90% da renda com o PLC seja revertida para reduzir a tarifa dos consumidores de energia, pode desencorajar a entrada das elétricas no negócio. "Essa timidez ou pouca resposta que estamos tendo na instalação dos equipamentos é reflexo dessas dificuldades", disse Jatobá.

Oliveira, da Copel, alerta para a possibilidade de que, numa concorrência pública para o uso de sua rede, pelo critério do menor preço, uma grande empresa de telecomunicações vença a disputa apenas com o objetivo de preservar mercado, sem necessariamente oferecer os serviços.

O diretor da Aneel Edvaldo Santana defende as exigências incluídas pela agência no regulamento da tecnologia. Segundo ele, fazer licitação para escolher quem presta o serviço de PLC é uma maneira de garantir o menor preço aos clientes dessa nova tecnologia de banda larga. "A obrigação da Aneel é sempre buscar o menor preço", disse Santana.

Para ele, a competição é o melhor critério para escolher a empresa que vai prestar o serviço de PLC, em vez de simplesmente dar a uma subsidiária da distribuidora essa atribuição."Toda operação verticalizada, em regra geral, é mais cara para o consumidor", argumentou.

Serviço mais caro

Outro ponto criticado pelo diretor da Copel é a exigência de pagamento pelo uso da rede, mesmo que a infraestrutura seja explorada por uma empresa do mesmo grupo da distribuidora. "O regulamento da Aneel põe em risco o uso do PLC e encarece a tecnologia", afirmou.

Santana, da Aneel, argumenta que as regras não inviabilizam a expansão dos serviços de internet pela rede elétrica, mas sinalizou que a agência está disposta a dialogar caso haja frustração dos investimentos em PLC por causa da regulamentação. "Se as empresas comprovarem que é inviável, a Aneel jamais vai resistir a aprimorar o regulamento. Mas, até agora, não chegou nada aqui para a gente", disse.

O diretor da Copel Telecom ressalta ainda que a tecnologia PLC vai permitir a oferta de outros serviços, além de internet, como televisão e telefone. "Serão multioperações. O uso do PLC requer integração e afinidade entre operadoras. No mundo inteiro, esta operação só ocorre porque é feita dentro da mesma corporação", disse Oliveira.

As regras da Aneel, segundo ele, causam insegurança para investimentos no PLC. Para a implementação da tecnologia, estão sendo estimados investimentos de US$ 400 por consumidor. Ele cita o exemplo do Paraná, onde, para atender a um terço da população seriam necessários US$ 400 milhões. "Quem vai fazer um investimento desses sem a certeza se aquilo vai funcionar ou não?"

sábado, 29 de agosto de 2009

Internet pela tomada está liberada no Brasil

Depois de adiar duas vezes a votação, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) finalmente aprovou nesta terça-feira (25) as regras para o uso da internet via rede elétrica no Brasil e também para transmissão de vídeo e voz, viabilizando os serviços de TV por assinatura. Conhecida mundialmente pelo nome de BPL (Broadband over Power Lines) ou PLC (Power Line Communications), o novo sistema também já recebeu o aval da Anatel.

A internet via tomada promete democratizar o uso da web, pois mais de 90% da população brasileira tem acesso à eletricidade. Comunidades em áreas rurais e de baixa renda, por exemplo, poderão usufruir o sistema. Além disso, a novidade irá estimular a competição em um mercado dominado pelas empresas de telefonia fixa. Hoje, o serviço de banda larga é restrito a 11 milhões de assinantes.

Para se conectar, basta adquirir um modem compatível e plugar na tomada. A velocidade de conexão poderá chegar a 200Mps o que é considerado um número relativamente alto. As datas para implementação e o preço do novo sistema ainda não foram definidos.

Antônio Rosa, superintendente comercial da Rede TV! e autor do livro “Atração Global – A Convergência de Mídia e Tecnologia”, acredita que a internet via rede elétrica tem tudo para vingar no Brasil. “Com certeza dará muito certo, a CEMIG, de Minas Gerais está a frente das demais operadoras, pois testa o sistema a mais de cinco anos. A Eletropaulo, em São Paulo e a Light no Rio de Janeiro, também já solicitaram para Aneel liberação para comercialização do produto.”

Como funciona

O PLC é uma tecnologia utilizada há muito tempo e em diversos países como explica Rosa. “Tudo começou em 1991 em Manchester, na Inglaterra quando foi testada pela primeira vez.”

A implementação do projeto não deve ser complexa, pois toda a transmissão de dados será feita pela estrutura já existente de distribuição de energia elétrica. As companhias telefônicas terão que disponibilizar a utilização de suas redes para os interessados em explorar o serviço de transmissão de dados ou poderão abrir empresas subsidiárias.

Além disso, 90% da receita auferida por ela com o aluguel da rede serão encaminhados para a modicidade da tarifa de energia elétrica, ou seja torná-la acessível, e os outros 10% ficarão para acionistas. O valor do aluguel será negociado entre as partes.

A demora da Aneel para aprovar as regras do PLC pode ser atribuída ao conflito de interesses entre as companhias de telefonia, TV por assinatura e provedores de internet. “As empresas do setor poderiam operar o chamado e desejado Triplo Play, que é o envio de: Dados, Telefonia e Televisão. Então a Aneel teve que consultar a Anatel, que e a agência reguladora do setor de comunicação e isto está gerando um enorme estresse, pois esta modalidade concorreria diretamente com as operadoras de telefonia, tv por assinatura e provedores de internet”, afirma Rosa.

Problemas

Há ainda outros empecilhos que colocam em dúvida a eficácia da internet via tomada. Teme-se que os fios de cobre com que a frequência interferira em alguns equipamentos eletro-eletrônicos, por fazer com que os dados gerem ruído no espectro eletromagnético.


Também existe a possibilidade de que o sinal de rádios e outros interfiram na conexão. Mas, a solução do problema pode ser simples, basta as concessionárias de energia instalarem uma grande quantidade de repetidores e roteadores junto aos transformadores, para amplificar o sinal de dados e evitar as oscilações nos pontos de segmentação da rede elétrica.

Por Suzana Leite
Colaborou: Marcelo Gripa

Fonte: AdNews

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Futuro da web pela tomada é decidido nesta terça

A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) vai se reunir nesta terça-feira (11) para decidir a regulamentação do uso das instalações de distribuição de energia elétrica como meio de transporte para a comunicação de sinais, utilizando a tecnologia PLC (Power Line Communication). Se a norma for aprovada, a tecnologia deve atender mais de 90% das residências que recebem energia elétrica.

Em abril, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) regulamentou a matéria através da Resolução 527 que aprovou o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências por Sistemas de Banda Larga por meio de Redes de Energia Elétrica (BPL). O documento estabeleceu os critérios e parâmetros técnicos que permitem a utilização dessa tecnologia de forma harmônica com as aplicações de radiocomunicação que usam radiofreqüência na faixa entre 1.705 kHz e 50MHz.

Segundo informações do Tele Síntese, a proposta de regulamentação do PLC é baseada em algumas determinações. As distribuidoras devem disponibilizar a utilização de suas redes para os interessados em explorar o serviço de transmissão de dados. Além disso, 90% da receita auferida por ela com o aluguel da rede serão encaminhados para a modicidade da tarifa de energia elétrica e os outros 10% ficarão para acionistas. O valor do aluguel será negociado entre as partes.

Para Carlos Mattar, assessor da Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição da Aneel, a prestação desse serviço não pode interferir no fornecimento de energia elétrica. A proposta recebeu 163 contribuições de agentes do setor elétrico, telecomunicações e outras entidades representativas.

A implantação do sistema pode custar US$ 200 a US$ 300 por consumidor, para adaptar a rede de acesso em fibra ótica. Apesar do alto valor, o investimento é menor do que o necessário para a construção de uma nova rede. Com a tecnologia, o usuário terá acesso à internet de 10 e 40 Mbps com um preço mais acessível.

O Adnews entrou em contato com a assessoria de imprensa da Anatel que informou que a agência já regulamentou a matéria sobre as condições de uso da radiofrequência, os critérios técnicos necessários para a implementação da tecnologia e as faixas de operação do serviço. Dessa forma, a matéria foi encaminhada para a Aneel que vai decidir as regras para uso da infra-estrutura da internet via rede elétrica.

Fonte: Redação Adnews

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Brasil Telecom vai implementar rede em setembro

Brasil Telecom está na fase final de testes técnicos para implementar a banda larga pela rede elétrica na casa de seus assinantes. A iniciativa faz parte da estratégia de lançamento do serviço de TV pela internet (IPTV) da operadora, que deve acontece em setembro.A empresa já estuda a venda de Power Line Communication (PLC) há cerca de um ano. Nos primeiros testes, a empresa informou que a tecnologia deixava a desejar em relação à interferência de outros eletrodomésticos. No entanto, a nova geração de equipamentos, entretanto, permite conexões a 200 Mbps —na anterior a velocidade era de 14 Mbps. Também trouxe uma novidade para minimizar as interferências por meio de uma técnica de modulação.

Fonte: UOL Tecnologia

Web via rede elétrica: um passo para conectá-la na tomada

Usar a internet vai ficar bem mais fácil. Cada tomada de uma residência será o ponto de acesso para se conectar à rede mundial. Essa nova opção para acessar a web vai começar a ser comercializada em breve para os usuários brasileiros a nível nacional.A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) homologou em abril a tecnologia de internet pela rede elétrica, que permite o tráfego de voz, dados e imagens. Conhecida como PLC (Power Line Communication), a nova forma de acesso à web já existe há cerca de dez anos e é vendida na Europa a links de 4,5 Mbps —que devem chegar a 14 Mbps até o final do ano.No Brasil, o uso começou no Paraná, na fornecedora de energia elétrica local, no final da década passada. Desde então, foi desenvolvida uma tecnologia compatível com o sistema elétrico brasileiro, que foi testado nos últimos dois anos, até ser homologado.A principal vantagem dessa tecnologia, segundo os especialistas, é que fornecerá acesso à web pela tomada —assim aproveita uma estrutura já existente para chegar a regiões onde outras alternativas de acesso rápido ainda não estão disponíveis. Com o PLC, a tomada elétrica vira o ponto principal de comunicação da residência ou da empresa. Mas, na prática, o que muda para o usuário?Segundo o engenheiro eletrônico Almir Meira, professor da FIAP e Faculdade Módulo, para ter acesso à tecnologia, o usuário deverá contratar o serviço da operadora credenciada para comercializá-lo e adquirir um modem compatível com a tomada elétrica."A transmissão de dados é feita pela estrutura já existente de distribuição de energia elétrica. Os dados podem ser enviados diretamente do provedor de acesso para a rede elétrica até chegar aos usuários. Também é possível mesclar a forma de transmissão onde já existem outras estruturas: a conexão pode ser feita via cabo a partir do provedor até a região de um prédio. Se o edifício não tiver cabeamento, por exemplo, a conexão pode continuar sendo feita via rede elétrica até os apartamentos", afirma.Já a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ressalta que, para os usuários da tecnologia, a conta de luz continuará separada porque se trata da mesma estrutura, mas usada para fins diferentes. Em vez de transmitir somente luz, a rede elétrica também passará a fornecer acesso à internet.


Fonte: Cibele Gonelli - UOL