domingo, 28 de novembro de 2010

Philips e CERTI firmam parceria para produção de nova tecnologia em iluminação no Brasil: o OLED


A Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI) acaba de assinar parceria com a Philips, líder do mercado nacional de iluminação. As duas entidades firmam um convênio de cooperação com duração de três anos para a execução do projeto EMO (Emerging Marketing OLED), que viabilizará o desenvolvimento de soluções de iluminação para os mercados emergentes utilizando a tecnologia OLED. O novo recurso é reconhecido por revolucionar o conceito de fonte de iluminação, pois permite o uso de lâminas emissoras de luz no lugar de lâmpadas e pela eficiência energética que proporciona. Este projeto conta com o suporte do BNDES-FUNTEC.
Com inúmeras patentes nessa área, a Philips é detentora da tecnologia mais avançada de OLED para iluminação no mundo. Por meio da parceria firmada no Brasil, a empresa possibilitará que o aprimoramento dessa tecnologia seja realizado em território nacional. Durante os três anos do projeto os profissionais, técnicos e engenheiros do CERTI trabalharão em melhorias para as inovadoras lâminas emissoras de luz. Com elas, a Philips produzirá luminárias OLED, que devem ser comercializadas no Brasil a partir de 2013. Atualmente, o OLED é pesquisado e desenvolvido pela Philips somente na Alemanha, em um de seus diversos laboratórios, a Lumiblade.
“Estamos orgulhosos e satisfeitos em participar desta parceria e destacar o pioneirismo do Brasil no desenvolvimento desta tecnologia inovadora. Quando falamos de OLED, falamos do futuro da iluminação que já vem se transformando com a realidade dos LEDs e que associado ao OLED impactará positivamente todos nós, porque, entre outras vantagens, é uma tecnologia energeticamente eficiente. Em breve, recorreremos a estes recursos em todos os ambientes e vivenciaremos uma experiência única com a iluminação. O projeto EMO é o primeiro passo para a realização desta nova perspectiva”, afirma o CTO e diretor de Tecnologia da Philips do Brasil, Walter Duran.
O OLED (Organic Light-Emitting Diode, na sigla em inglês), um diodo orgânico emissor de luz, será a próxima tendência em iluminação no mercado global nos próximos anos, complementando as já inovadoras soluções atuais de LED. O produto é baseado em uma tecnologia inovadora que revolucionará os conceitos de iluminação conhecidos atualmente. Com o OLED, as lâmpadas e luminárias formadas por pontos de luz darão lugar a uma única lâmina capaz de produzir uma luz difusa, potente, muito semelhante à natural, mais confortável, de longa vida útil, baixa voltagem, com mais eficiência energética, que permite um design ousado e de fácil reciclagem por não conter elementos tóxicos ao meio ambiente em sua composição.
Com o advento dos OLED flexíveis muitas das superfícies poderão ter luz própria, como por exemplo, o interior de uma geladeira (nunca mais ficará escura, difícil de localizar algo). O teto curvo de um automóvel pode ser coberto de OLED flexível; imagine o que pode ser feito com esta “flexibilidade”.
Tecnologia sustentável
O produto recebe o nome de orgânico devido à utilização de moléculas de Carbono em sua composição. Funciona por meio de uma corrente elétrica que passa por semicondutores prensados entre duas lâminas de vidro extremamente finas. Atualmente possui 1,8 mm de espessura, com a possibilidade de ainda chegar a 1,5 mm. Muito leves, podem ser utilizados sem a necessidade de grandes estruturas de sustentação.
As luminárias OLED serão a nova tendência em iluminação e destacam-se também por sua alta eficiência energética, que possibilita uma economia de até 80%, com vida útil de cerca de dez mil horas. Já quando o assunto é a potência dessa luz, o OLED pode chegar a 150 (Lumens/Watt), 15 vezes mais do que as lâmpadas incandescentes.
Concretização da parceria
Durante a solenidade de assinatura do contrato entre as organizações estiveram presentes o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o diretor comercial do laboratório Lumiblade da Philips na Alemanha, Tom Munters, o presidente da Philips do Brasil, Marcos Bicudo, o diretor de Tecnologia da Philips do Brasil, Walter Duran, o superintendente comercial da CERTI, Laercio Aniceto, e o superintendente geral da CERTI, Carlos Alberto Schneider.
Sobre a CERTI
Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras – foi criada em 31 de outubro de 1984, em Florianópolis, Santa Catarina. Originou-se das atividades doLabmetro – Laboratório de Metrologia do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Além da própria UFSC, participaram da constituição da CERTI, como Entidades Membro, empresas privadas e públicas e órgãos dos governos federal e estadual. A CERTI é administrada por uma Superintendência e por Conselhos.  Como instituição de Ciência, Tecnologia e Inovação, a CERTI nasceu direcionada para a pesquisa tecnológica aplicada, num contexto em que o Brasil demandava saltos de qualidade e desenvolvimento de know how próprio e inovador  especialmente no campo da informática e das tecnologias de ponta, incluindo particularmente a automação industrial. Atualmente, a Fundação CERTI é composta por oito Centros de Referência, que atuam com foco em reconhecidas competências geradoras de soluções tecnológicas inovadoras para a sociedade e o mercado brasileiro.
Informações:

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Chega ao Brasil nova tecnologia para a cirurgia de catarata

A Crystalens HD, lente acomodativa que imita a capacidade de foco do olho humano, foi desenvolvida para proporcionar melhor qualidade de visão aos pacientes após a cirurgia de catarata.
A Bausch+Lomb lançou no mercado brasileiro a lente intraocular acomodativa Crystalens HD, que representa uma inovação em termos de tecnologia disponível para o tratamento da catarata. O lançamento desta lente, a primeira aprovada pela Anvisa (Brasil) e FDA (EUA), marca a chegada da tecnologia acomodativa ao Brasil, que já vem sendo utilizada com sucesso nos USA.
Esta tecnologia inovadora presente na Crystalens HD foi desenvolvida através do conceito de Bioinspiração, em que idéias para a construção de um produto partem de elementos da natureza. No caso da Crystalens HD a inspiração veio da lente natural do olho, o cristalino. “A lente acomodativa da B+L imita o movimento natural do cristalino para focar as imagens em qualquer distância e pode, após a cirurgia, reduzir ou até eliminar o uso de óculos para leitura”, explica Dr. Milton Yogi, cirurgião oftalmologista e consultor técnico da Bausch+Lomb.
Nos jovens, o cristalino se ajusta para focalizar objetos em todas as distâncias, assim como o foco automático de uma câmera fotográfica. No entanto, com o passar dos anos, esta lente pode enrijecer e o olho não conseguir focalizar adequadamente um objeto. Este problema normalmente aparece em pessoas a partir de 45 anos e é chamado de presbiopia (dificuldades de enxergar de perto) ou mais conhecido como vista cansada. “É um processo natural do envelhecimento. Em pessoas a partir de 60 anos, o cristalino começa a perder a transparência, quando surge a catarata. Durante a cirurgia, esta lente enrijecida e opaca é retirada e substituída por uma lente artificial”, explica Dr. Milton.
O principal diferencial da Crystalens HD™ em relação às lentes usadas atualmente é a capacidade de imitar o movimento de foco natural do olho para adequar a focalização em diferentes distâncias. É este mesmo mecanismo natural do olho que irá movimentar a Crystalens HD™ para focar objetos que estão próximos, distantes ou em distâncias intermediárias. O uso da tecnologia pode, em muitos casos, reduzir ou até mesmo eliminar a dependência por óculos.
Nos últimos anos a expectativa de vida das pessoas tem se elevado notavelmente. Os avanços da medicina e as melhorias nos cuidados com a saúde possibilitam aos idosos terem uma vida mais ativa. Muitos trabalham, dirigem, usam o computador, viajam, praticam esportes e realizam outras atividades que exigem uma boa visão. Os benefícios da Crystalens HD favorecem este público devido à possibilidade de oferecer uma ótima qualidade de visão para todas as distâncias. “Hoje, a maioria dos pacientes que faz a cirurgia de catarata são pessoas preocupadas com a vaidade e em manter a qualidade de vida”, diz o cirurgião.
Segundo o especialista, os pacientes com catarata demonstram preferência por lentes que ofereçam alta definição e a melhor qualidade visual possível após a cirurgia, além da possibilidade de não depender mais dos famosos óculos para ler. E a lente acomodativa ajuda a atingir esse objetivo.
Como a lente acomodativa Crystalens HD™ funciona
Para acomodar a visão de longe, a lente fica relaxada no olho.
Para acomodar a visão intermediária, a lente se flexiona levemente para frente
Para acomodar a visão de perto, a lente se flexiona ainda mais para frente.
Sobre a Bausch+Lomb
A Bausch & Lomb é uma multinacional focada exclusivamente no segmento oftalmológico e está dentre as quinhentas maiores empresas do mundo. Atua com portfólio completo para o tratamento de doenças oculares, com produtos cirúrgicos e farmacêuticos, assim como lentes de contacto e soluções para limpeza das lentes de contato. A empresa completou 150 anos de existência em 2003.
No Brasil, atualmente, a B+L concentra-se em três áreas de atuação:
Atualmente, a empresa possui cerca de 12.000 colaboradores ao redor do mundo, trabalhando em 35 unidades fabris e administrativas que fornecem os produtos da companhia para mais de 100 países.

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Nova tecnologia transforma "fumaça" do carro em eletricidade

Os carros do futuro poderão "comer" sua própria exaustão, convertendo o calor de suas emissões em eletricidade. A nova tecnologia pode ajudar na economia de combustível, reduzindo a carga de trabalho do motor do veículo.

Além de alimentar os carros, a tecnologia termoelétrica também pode ser usada no aproveitamento de resíduos de calor de residências e de fábricas e na alimentação de novas gerações de células solares.

Pesquisadores da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo, junto com engenheiros do fabricante de automóveis General Motors (GM), geradores termoelétricos que produzem uma corrente elétrica quando existe uma diferença de temperatura.

A partir de janeiro, a equipe vai instalar um protótipo atrás do catalisador do veículo, de onde recolherá o calor dos gases liberados na exaustão, que podem chegar a mais de 700 oC. O protótipo contém pequenos chips de metal de alguns centímetros quadrados.

O processo exige metais especiais capazes de suportar uma grande variação de temperatura – o lado voltado para os gases fica quente e o outro lado precisa ficar frio. A diferença deve ser mantida para que a corrente seja gerada, explicou Xianfan Xu, professor de engenharia mecânica da universidade que chefia a pesquisa.

Um dos maiores desafios da equipe de pesquisadores é encontrar um metal que conduz mal o calor para que esse não seja transferido de um lado do chip para o outro. Pesquisadores da GM atualmente testam algo chamado skutterudite, um mineral feito de cobalto, arsenieto, níquel ou ferro.

Segundo os pesquisadores, metais raros podem reduzir ainda mais a condutividade térmica do skutterudite. Mas, como esse tipo de material costuma causar muitos problemas, os cientistas querem substituí-los por ligas mischmetal.

O mischmetal é uma mistura de elementos de transição interna, normalmente composta por Ce (Cério), associado a La (Lantânio), Nd (Neodímio), Pr (Praseodímio) e outros, nas proporções em que ocorrem naturalmente nos minérios.

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Nova tecnologia facilita análise online de fraude

A Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) anunciou ontem novo aliado para investigações contra organizações criminosas envolvidas em desvios de recursos públicos e fraudes. É o Sistema de Movimentações Bancárias (Simba), tecnologia para análise em alta velocidade de quebra do sigilo de contas.
A ferramenta levará, praticamente online a todos os órgãos de fiscalização, controle e repressão, dados e extratos de correntistas sob suspeita. Os bancos deverão fazer a consulta, a partir de ordem judicial, e transmitir as informações solicitadas sem nenhuma omissão. O sistema não aceita o envio incompleto de dados.
"É um grande avanço", afirma o delegado Ricardo Saadi, diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), braço do Ministério da Justiça que rastreia nos paraísos fiscais fortunas de fraudadores do Tesouro e empresários do crime organizado.
Segundo Saadi, a investigação sobre delitos financeiros, lavagem de recursos ilícitos e evasão de divisas vai cortar caminho. "Perdia-se muito tempo na espera das informações do sistema bancário e também no tratamento desses dados que, muitas vezes, ainda chegavam em papel. Agora, os arquivos vêm em um modelo padronizado e de fácil compreensão do analista policial ou da procuradoria. O atalho é muito grande."
O Sistema de Movimentações Bancárias foi divulgado ontem em Florianópolis na conclusão da reunião da Enccla, organismo vinculado à Secretaria Nacional de Justiça (SNJ).
Peritos e analistas que trabalham na área de inteligência, garimpando informações sensíveis, destacaram que a padronização do acesso a dados bancários vai permitir "relatórios quase instantâneos". Eles assinalam que "a informação vem limpa".
Antigamente, inspecionar contas era procedimento que se arrastava por muitos meses. Cada banco mandava os dados em um programa diferente.
Tecnologia. Uma rede de 54 órgãos públicos, dedicados à missão de vasculhar movimentações financeiras atípicas e crimes contra a administração pública, terá acesso ao Simba. Dezesseis instituições já estão cadastradas para utilizar a nova tecnologia, que tem suporte legal em uma Carta Circular do Banco Central, emitida em dezembro de 2009.
O Simba surgiu de uma iniciativa do Ministério Público Federal, informou Saadi. "Agora, a pedido da polícia ou da procuradoria o juiz requisita as informações às instituições financeiras que já têm o sistema programado para recepção e importação dos dados que, em seguida, são retransmitidos ao Simba. São duas grandes vantagens: rapidez e organização." O modelo vem sendo desenvolvido há dois anos.
O ministro Luís Paulo Telles Barreto, da Justiça, disse que o Simba vai reforçar a luta para "quebrar as organizações criminosas por meio da sua descapitalização". Segundo Barreto, grupos criminosos montaram "impérios econômicos".
A reunião da Enccla, da qual participaram quase 70 representantes de entidades ligadas à fiscalização e recursos públicos, também decidiu tornar público quais são os setores do governo que divulgam seu orçamento, em cumprimento à Lei 131/2009 - a norma determina que os gastos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário devem ser divulgados pela internet.

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sábado, 27 de novembro de 2010

Nova tecnologia pode permitir HDs de até 24 TB

Na nossa realidade atual, se você quiser juntar 24 TB de armazenamento para um fim específico, vai precisar de no mínimo 8 HDs de 3 TBs cada. Essa é a maior capacidade de HDs que temos disponível hoje no mercado consumidor. Mas a fabricante japonesa Hitachi criou uma tecnologia que vai alegrar todos aqueles que anseiam por um HD único para guardar toda sua coleção de.. hm.. er… distribuições de Linux baixadas por torrent.

Desenvolvido em conjunto com a NEDO, organização japonesa de desenvolvimento de tecnologias industriais e novas energias, a tecnologia consiste de uma melhor miniaturização e organização mais eficiente dos grãos magnéticos que compõem os discos do HD. As estruturas magnéticas criadas pelas duas empresas ficam com apenas 10 nanômetros de tamanho.

Com isso é possível aumentar a densidade de um HD, que está em torno de 500 Gbits por polegada quadrada, em até 8 vezes. Esse aumento deve permitir a mesma capacidade de armazenamento que citei no começo do texto em apenas um nada exagerado disco rígido.

A Hitachi planeja apresentar a tecnologia para o público em uma convenção nos EUA na próxima semana.


Com informaçõesElectronista. Foto sob licença CC de henrikdjarv no Flickr.

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