terça-feira, 10 de abril de 2012

Tablet Coby Kyros MID8024


Os tablets vieram para ficar. Disponíveis há pelo menos dois anos no mercado, a variedade de modelos tem crescido em grande escala. Se todas as atenções se voltam para os aparelhos de grandes empresas como Apple, Samsung e Motorola, os pequenos fabricantes apostam em produtos com preços mais atraentes e configurações básicas para ganhar espaço.

Comparar o tablet Kyros MID8024 diretamente com um iPad, Galaxy ou Xoom seria injusto. As configurações do aparelho são bem mais modestas e se destinam a outro tipo de consumidor. O produto tem como propósito ser uma opção no mercado justamente para aqueles que não estão dispostos a investir pesado em um aparelho eletrônico.

Apesar das limitações de hardware, é inegável que o tablet da Coby também apresenta os seus pontos positivos se mostrando, dentro de uma categoria intermediária de aparelhos, uma das melhores relações custo-benefício do mercado. Isso desde que, é claro, você esteja disposto a fazer vistas grossas para alguns aspectos em que o modelo deixa a desejar.


Especificações

  • Processador: Samsung S5PV210 (Cortex A8) de 1 GHz;
  • Armazenamento: Flash 4 GB (expansível até 32 GB);
  • Memória: 512 MB;
  • Tela: TFT LCD Touch Resistivo de 8 polegadas;
  • Resolução: 800x600 pixels (WVGA);
  • Câmera: frontal VGA;
  • Rede: Wi-Fi (Wlan IEEE 802.11/g);
  • Conexões: entrada de áudio, saída de áudio 3,5 mm, saída de vídeos HDMI (1080p e 720p) e porta
  • USB;
  • Bateria: Li-poly 2.200 mAH (durabilidade de 5 horas);
  • Dimensões: 20,6 cm altura x 15,8 cm largura x 1,4 cm espessura;
  • Peso: 993 gramas;
  • Sistema operacional: Android 2.2 (Froyo);
  • Acompanha: caneta stylus, cabo USB, capa protetora, fone de ouvido e carregador AC;
  • Preço médio: entre R$ 450 e R$ 550.
  • Aprovado
  • Design de construção
  • Nada de design inovador ou algo inédito em termos de tablet. O modelo da Coby prima por ser um produto funcional e voltado para um consumidor que não está disposto a gastar muito em um aparelho. Por conta disso, a empresa aposta no básico.
O MID8024 tem cantos arredondados e botões frontais retroiluminados por LEDs. As junções não são precisas e, se pressionado, é possível ouvir alguns rangidos. Contudo, esse detalhe não afeta diretamente o uso do produto que, mesmo não sendo perfeito nesse quesito, cumpre o seu papel.

Processador e desempenho


Um dos pontos mais importantes de um tablet é a sua capacidade de processamento. Felizmente, nesse aspecto o produto da Coby não deixa nada a desejar, uma vez que utiliza como processador um Cortex A8 de 1 GHz, da Samsung, exatamente o mesmo que compõe o Samsung Galaxy Tab de 7 polegadas.

Obviamente ele não é a melhor escolha se o seu objetivo for a execução de aplicativos de alto desempenho e com grande potencial gráfico. Até mesmo a versão do sistema operacional, Android 2.2, seria um empecilho nesse ponto. Entretanto, ele se sai muito bem em tarefas corriqueiras, como acesso à internet e execução de músicas, vídeos e jogos mais simples.

Tamanho de tela


Nem tão grande a ponto de incomodar, nem tão pequeno que não possa dar conta do recado. O tamanho de tela do Kyros MID8024 não deixa a desejar em nenhum aspecto e se mostra como a opção ideal para agradar a diferentes tipos de consumidores.
Com 8 polegadas e proporção 16:9, a tela do modelo da Coby é compatível com a exibição de conteúdo no formato widescreen sem que haja perda. Ou seja, você tem a garantia de que poderá ver os principais filmes da atualidade sem nenhum tipo de corte em função do aspecto de tela. Além disso, o formato é também um dos mais adequados para a leitura de livros e revistas.

Conexões


Integração com outros dispositivos é algo de que os proprietários do tablet da Coby também não podem reclamar. Além de ser possível fazer a transferência de dados via cabo USB, uma saída HDMI garante ainda a possibilidade de o aparelho ser ligado à TV ou ao computador.
A compatibilidade com cartão microSD amplia as possibilidades do tablet, uma vez que originalmente ele comporta apenas 4 GB. Entretanto, essa capacidade pode ser aumentada para até 32 GB, mais do que o suficiente para armazenar uma boa quantidade de arquivos de áudio e vídeo.

Bateria


A longa duração de bateria é uma característica desejável dos tablets. Mais eficientes do que os notebooks e netbooks, os aparelhos precisam ter uma autonomia maior de energia para justificar o investimento do consumidor. Mais uma vez, aqui vale a regra de que o modelo não pode ser comparado com os tops de linha, mas sim listado em categorias intermediárias.

O modelo da Coby consegue se sobressair a outros aparelhos com faixa de preço similar e, segundo o fabricante, garante até 5 horas de autonomia. Em nossos testes, chegamos muito próximo a essa marca, com 4 horas e 40 minutos de uso contínuo, o que, dentro da proposta do produto, pode ser considerado um valor satisfatório.

Preço


Se o propósito maior do aparelho é o de proporcionar uma ótima relação custo-benefício, nada mais justo de que disponibilizar o tablet por um preço abaixo dos demais concorrentes. Dessa forma, é possível encontrar o modelo da Coby por preços que variam entre R$ 450 e R$ 550.

A diferença para os aparelhos mais conhecidos do mercado é de mais de R$ 700. Mesmo outros produtos intermediários, como o Positivo Ypy, custam na faixa de R$ 1.000. Sendo assim, se analisarmos o que tablet oferece, fica fácil perceber que o preço médio do Kyros MID8024 é um dos grandes diferenciais do modelo.

Reprovado


Tela resistiva com baixa iluminação


Sem dúvida, esse é o maior ponto negativo de todo o aparelho. Logo de início, é possível notar com muita clareza a falta de nitidez e a ineficiência dos controles de brilho de produto. O tempo todo você terá a sensação de que o tablet está apagado e basta incliná-lo um pouco para perder consideravelmente o campo de visão em virtude dos reflexos.

Da mesma forma, interagir com a tela pode se tornar um verdadeiro martírio caso você não esteja disposto a carregar a caneta stylus. A tela resistiva não responde de forma adequada aos toques e será bastante comum ficar esfregando os dedos sem obter uma resposta. Além disso, não há suporte para multitouch.

Câmera


Meramente funcional, a câmera do Kyros MID8024 oferece apenas o mínimo que o proprietário precisa. A resolução é VGA e, como não há câmera traseira, ela não serve para tirar fotografias, mas apenas como uma webcam em alguns aplicativos.
A captura de imagens é fraca e, se o ambiente não estiver muito bem iluminado, você perceberá fotos granuladas e escuras, sem nenhuma nitidez. Nesse quesito, o aparelho deixa muito a desejar de forma que, se você considera esse um item essencial em seu tablet, passe longe do modelo da Coby.

Alto-falantes


A qualidade sonora do tablet da Coby também não é das mais satisfatórias. Mesmo no volume máximo, a sensação que se tem é de que o volume está obstruído ou que, por alguma razão, possui um som mono.

A situação melhora um pouco com a utilização de fones de ouvido, mas conforme o volume é aumentado, maior é a percepção dos ruídos. Embora esse aspecto possa ser relevado por muitos consumidores, aqueles que buscam alternativas sonoras de qualidade certamente ficarão decepcionados com o produto.

Peso


Mais uma vez, vale ressaltar que comparar o tablet da Coby diretamente com os modelos da Apple ou da Samsung é injusto, por se tratarem de propostas distintas. Entretanto, os 993 gramas do Kyros fazem com o que produto tenha praticamente 400 gramas a mais do que um iPad.

Segurar ou carregar durante o dia um dispositivo que pesa quase 1 quilo também vai contra os princípios de flexibilidade e mobilidade característicos de um tablet. Certamente, você ficará com a musculatura reforçada depois de algum tempo com ele.

Vale a pena?


Em primeiro lugar, tudo vai depender do seu perfil de consumidor e daquilo que você espera de um tablet. Colocar o aparelho da Coby no mesmo patamar dos produtos da Apple, da Samsung ou da Motorola é uma comparação injusta, pois se tratam de propostas completamente diferentes.

Entretanto, se levarmos em consideração um perfil intermediário de produtos, com preços mais acessíveis e voltados para consumidores que não estão dispostos a desembolsar grandes quantias em um aparelho eletrônico, o tablet da Coby consegue se mostrar funcional e capaz de suprir as funções mais simples que se esperam de um produto da categoria.

Algumas falhas chamam a atenção mesmo daqueles que não são tão exigentes. O caso mais grave é sem dúvida o da tela, resistiva e com baixa iluminação. Esse aspecto acaba limitando a experiência do proprietário, que não pode dispor da função multitouch e muitas vezes precisa pressionar com força os dedos contra a tela para ter uma resposta aos seus comandos.


O peso, demasiado para um tablet, é outro ponto negativo que chama a atenção. Porém, apesar das deficiências, tarefas simples do dia a dia, como acesso a páginas da web, leitura de emails e uso de redes sociais, além do uso de aplicativos e jogos que exigem menor capacidade de processamento, podem ser executadas sem maiores transtornos.

Imagens: Coby
Fonte: Baixaki

Symbian recebe versões oficiais (e gratuitas) de Word, Excel e PowerPoint


Considerada uma plataforma condenada, “em chamas”, ignorada pela mídia e usuários avançados, o Symbian, quem diria, acaba de se tornar o segundo sistema móvel a ter clientes oficiais, feitos, testados e distribuídos pela Microsoft, da suíte básica do Office — Word, Excel e PowerPoint. Antes dele, só Windows Phone. iOS? Android? Pff…
O anúncio acabou de ser publicado no Conversations, blog corporativo da Nokia, onde é dito que a disponibilidade dos três apps é imediata; basta atualizar o software ou conectá-lo a um PC via Nokia Suite e os apps serão recebidos. Na Nokia Loja, chegam em algumas semanas. Tudo de graça.
Word, Excel e PowerPoint juntam-se a outras peças do Office lançadas em fevereiro junto com o Belle (OneNote, Lync 2010, Document Connection e PowerPoint Broadcast). Nessa primeira etapa, os seguintes aparelhos recebem os apps: Nokia 701, Nokia 700, Nokia 603, Nokia E7, Nokia X7, Nokia C7, Nokia Oro e Nokia C6-01. Outros três, Nokia N8, Nokia E6 e Nokia 500, os ganharão em breve, e o Nokia 808 PureView sairá de fábrica com todos pré-instalados.
Suítes de produtividade “genéricas” existem aos montes e em praticamente toda plataforma, mas na prática a experiência é quase sempre melhor com produtos oficiais, como os donos de Windows Phone bem sabem e os de Android e iOS puderam atestar com o OneNote Mobile. “Se você está trabalhando em um documento do Word, nada bate usar o app da própria Microsoft”, diz Dinesh Subramaniam, da Nokia.
Carente de apps e da atenção dos desenvolvedores, o Symbian colhe (belos) frutos da parceria entre Nokia e Microsoft. Ter o Office “de verdade” é suficiente para fechar os olhos para os problemas da plataforma ou nem Word, Excel e PowerPoint são o bastante para resgatar a moral do velho Symbian?

Fonte:

One S e One X, da HTC, são homologados pela Anatel














One S e One X, modelos topo de linha da nova série One, da HTC, juntaram-se ao One V e estão, agora, homologados pela Anatel. Isso significa que o lançamento do trio de Androids da pesada made in Taiwan só depende da boa vontade da HTC. Será que demora?



O One V, modelo mais simples dos três anunciados pela HTC em fevereiro, já havia passado pelo processo de homologação da Anatel no final do mês passado. Agora o Tecnoblog encontrou o resto da família no desanimador SGCH. O fato de já ter passado por essa etapa não significa um lançamento iminente; pode ser que, no fim das contas, os novos HTC One só desembarquem por aqui no segundo semestre, contrariando de certa forma a nova estratégia global da HTC.
O One X traz telão de 4,7″ de SuperLCD 2 com resolução de 720p e é o primeiro smartphone posto à venda com o Tegra 3, SoC da NVIDIA. Vem com Android 4 e a camada de personalização Sense 4, câmera super rápida com a capacidade de tirar fotos enquanto filma e um design bem bacana, feito de policarbonato (como os Lumia 800 e 900 da Nokia).
Já o One S é um pouquinho inferior em especificações. De diferente, a tela tem 4,3″ e é PenTile, ou seja, de qualidade inferior, sem falar na resolução qHD; o SoC é o Snapdragon S4, da Qualcomm, e o acabamento todo diferente, feito de um material ultrarresistente que passa por choques e altas temperaturas em seu processo de fabricação.
Nosso frankenreview mostrou um pouco do que a mídia internacional achou da dupla dias antes do lançamento por lá — em resumo, sobraram elogios. Para ler a documentação da Anatel e ver mais fotos dos aparelhos, clique nos links ao lado.

Fonte:


Microsoft acabou comprando o Netscape, o melhor navegador... dos anos 1990


Com a AOL descarregando o equivalente a US$ 1 bilhão em patentes para a Microsoft, algo estranho aconteceu: a segunda tornou-se proprietária do Netscape. Você se lembra do Netscape? O navegador. De 1994. Velhos tempos!
Peter Kafka do AllThingsD, recebeu a dica sobre a aquisição, que é particularmente engraçada visto que o Internet Explorer destruiu o Netscape há muito, muito tempo. É engraçado como as coisas se resolvem, não?
A dúvida agora é: o que a Microsoft fará com um punhado de patentes antigas, de 20 anos atrás? O Internet Explorer é enfim um navegador decente por si só, então é difícil imaginar como melhorá-lo com os restos mortais do Netscape. Talvez um filtro anos 1990, para tornar seus sites favoritos datados e feios por pura nostalgia?
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Novo Chrome OS se parece mais com um sistema operacional "de verdade"



O Google liberou uma atualização no canal Dev do Chrome OS bem… diferente. Sai a ideia de um navegador para todas as nossas tarefas, entram elementos mais amigáveis e reconhecíveis de sistemas operacionais tradicionais, como janelas e uma barra de tarefas. Longe da proposta original, seria a nova versão do Chrome OS uma admissão de derrota?
O Chrome OS foi lançado no final de 2010 com uma abordagem agressiva: tudo o que você precisa 
pode ser feito em um navegador. Ele não tinha gerenciador de janelas, nem barra de tarefas, nem qualquer outro elemento lugar comum em sistemas para desktops. Tudo muda com a versão apresentada hoje.
O novo Chrome OS (futura versão 19) se afasta das origens e traz um gerenciador de janelas, o Aura, com aceleração via hardware e um framework que servirá de base para futuros desenvolvimentos na plataforma. Embora os web apps continuem sendo o único tipo de aplicação “instalável”, agora quando abertos eles ficam organizados em uma barra de tarefas parecida com a do Windows, mas chamada pelo Google de Prateleira. Para abrir apps, entra em cena um Launchpad-like, similar à (subutilizada) solução introduzida pela Apple no Lion.
A coisa mais bacana desse novo Chrome OS parece ser mesmo o Aura. Com aceleração via hardware, além da renovação no visual, ele traz ainda suporte a novos formatos de arquivos, player de vídeo e áudio nativos aperfeiçoados, efeitos visuais e animações de transição e melhor uso de múltiplos monitores (alterne-os com Ctrl + F5). Como nem tudo são flores, má notícia para os early adopters que descolaram um CR-48, o estiloso netbook-referência do Google para o Chrome OS: a nova build é incompatível com o dispositivo. Para rodá-la, só nos Chromebooks Acer AC700 e Samsung Series 5.
Embora continue até certo ponto fiel à sua ideia original, essa revitalização do Chrome OS dá o braço a torcer em aspectos que, no passado, o Google julgou dispensáveis e que, desde sempre, são partes importantes de sistemas operacionais completos. É bom vê-lo progredir e não ser “engolido” pelo Android, mas mesmo com tantas melhorias, a dúvida fundamental permanece: há espaço para os dois sob as asas do Google?

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