domingo, 9 de agosto de 2009
Software Livre é apresentado aos gestores do Estado do Piauí
Fonte: ABN NEWS
Chega o celular alimentado por energia solar

Brasil ganha fábrica de biotecnologia de última geração

Com o objetivo de reduzir a dependência brasileira de importações e ofertar kits de diagnóstico para diferentes programas do Ministério da Saúde, foi inaugurada ontem (4/8), a Planta de Insumos para Diagnósticos em Saúde - uma moderna fábrica de biotecnologia, com 2 mil metros quadrados.
A planta industrial de última geração, localizada no Paraná, foi projetada com base no conceito de multifuncionalidade, ou seja, permitirá realizar, no mesmo espaço, atividades de desenvolvimento, inovação e produção de insumos para kits de diagnóstico, com tecnologias de fronteira e total aplicabilidade aos programas do Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante o evento, também foi inaugurado o Instituto Carlos Chagas (ICC), unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Paraná, onde serão formalizadas cooperações técnicas e científicas com diferentes universidades paranaenses.
Teste molecular do HIV
Esta infraestrutura começará a ser utilizada, ainda este ano, na produção de insumos para o kit brasileiro NAT HIV/HCV, teste molecular para detecção dos vírus da Aids e da hepatite C. Ele será usado na triagem de bolsas de sangue na hemorrede nacional, ou seja, a nova tecnologia, genuinamente brasileira, vai trazer mais segurança para as transfusões sanguíneas.
Isso porque o NAT, se comparado ao teste tradicional, tem a vantagem de reduzir a chamada janela imunológica - período em que já ocorreu a infecção, mas o vírus ainda não é detectado no exame de sangue. Com o novo kit, a janela imunológica para a detecção do vírus da Aids, que hoje é de 21 dias, cairá para oito dias.
No caso do vírus da hepatite C, o tempo será reduzido de 72 para 14 dias. Estas reduções são possíveis porque o NAT detecta o material genético dos vírus, enquanto o teste tradicional depende do surgimento de anticorpos.
Exame do vírus H1N1
A planta também poderá realizar, em breve, a produção de insumos para diagnóstico molecular da influenza A (H1N1). Os pesquisadores estão validando uma tecnologia nacional para a produção dos principais insumos que compõem o kit de diagnóstico.
Tais insumos, chamados primers e probes, são necessários à realização de PCR em tempo real - técnica utilizada para detectar o material genético do vírus influenza A (H1N1) nas amostras dos pacientes.
No momento, os pesquisadores se preparam para avaliar a sensibilidade e a especificidade dos reativos que estão em fase de testes. Se os resultados forem satisfatórios, os kits de diagnóstico fornecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) poderão ser substituídos por similares nacionais, o que significará maior autonomia para o sistema de saúde brasileiro, economia de recursos públicos e ampliação da capacidade de análise de amostras.
Microarranjos líquidos
Outros produtos, já em fase avançada de desenvolvimento, entrarão no portfólio da Planta de Insumos para Diagnósticos em Saúde, com destaque para o multiteste em plataforma de microarranjos líquidos. Trata-se de um novo sistema de diagnóstico molecular capaz de testar, ao mesmo tempo, até 100 doenças em até 100 indivíduos - veja mais informações sobre esse teste inovador: Exame molecular diagnostica até 100 doenças ao mesmo tempo.
E os resultados ficam prontos em cerca de 30 minutos. Inicialmente, o multiteste se concentrará no diagnóstico de HIV 1/2, HTLV I/II, sífilis, doença de Chagas e hepatite B - doenças que podem ser transmitidas pelo sangue e, portanto, são de grande interesse para a hemorrede brasileira.
Espectrometria e citometria de fluxo
O Instituto Carlos Chagas (ICC), nova unidade da Fiocruz no Paraná, ocupa uma área de 2,4 mil metros quadrados, com possibilidades de expansão para 4 mil metros quadrados.
Nesse espaço, funcionam atualmente oito laboratórios: Bioinformática; Biologia Celular e Microscopia; Biologia Molecular de Tripanossomatídeos; Virologia Molecular; Regulação da Expressão Gênica; Genômica Funcional; Células-tronco; e Laboratório de Desenvolvimento de Insumos. Além das facilidades para as atividades de pesquisa correntes, o ICC conta com um laboratório de Nível de Biossegurança 3 (NB-3), numa escala que vai até 4, e recebeu investimentos para a instalação de novas plataformas tecnológicas.
À plataforma de microarranjos, somam-se as de sequenciamento de DNA, espectrometria de massa (método para identificar os diferentes átomos que compõe uma substância), microscopia confocal (técnica na qual um pequeno ponto é iluminado e observado de cada vez, de modo que uma imagem é construída por meio da varredura ponto-a-ponto do campo) e citometria de fluxo (técnica para contar, examinar e classificar partículas microscópicas suspensas em meio líquido em fluxo).
Para citometria de fluxo, o aparelho FACS ARIA 2 instalado no ICC é, hoje, único no Brasil. Todas essas facilidades de pesquisa são aproveitadas em diferentes frentes de trabalho do ICC, que coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Diagnósticos para Saúde Pública, uma rede multi e interdisciplinar composta por nove instituições entre universidades e institutos de ciência e tecnologia.
Dengue e hantavírus
Na área de virologia do ICC, por exemplo, destacam-se os projetos sobre dengue e hantavírus. Há estudos sobre os mecanismos das doenças, medicamentos antivirais, a filogenia (relações de parentesco) dos vírus e sua epidemiologia molecular, bem como sobre kits de diagnóstico.
No caso do hantavírus, já foi desenvolvido um kit de diagnóstico que está sendo produzido no ICC e distribuído para os Laboratórios Centrais de Saúde (Lacens) de vários estados pelo Ministério da Saúde.
Pesquisa com células-tronco adultas
Já a pesquisa básica com células-tronco adultas visa elucidar os mecanismos de diferenciação destas células em células cardíacas.
O Trypanosoma cruzi, protozoário causador da doença de Chagas, também tem sido alvo de vários projetos, com o intuito de estudar o processo de diferenciação deste parasito e seus mecanismos de interação com as células do hospedeiro. Neste caso, utiliza-se uma abordagem de genômica funcional, onde se investiga a expressão temporal de genes do parasito e do hospedeiro, com o objetivo de identificar novos alvos potenciais para drogas contra a doença de Chagas.
Para a realização destas e de outras atividades, o ICC tem, atualmente 12 pesquisadores da Fiocruz em um universo de cerca de 100 colaboradores, entre pesquisadores, técnicos e estudantes, destacando-se a existência de 26 doutores e 15 mestres na equipe. A formação de recursos humanos é uma preocupação do ICC, que planeja para 2010 o lançamento de um curso de pós-graduação (mestrado e doutorado) em biociências e biotecnologia. Também estão nos planos da unidade parcerias com países do Cone Sul.
Cooperação em biociências e biotecnologia
Além da assinatura dos acordos para a instalação da Fiocruz no Paraná e para a formação do consórcio tecnológico para a gestão da Planta de Insumos para Diagnósticos em Saúde, também foi celebrado um acordo entre o ICC/Fiocruz, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, o Tecpar e seis universidades estaduais.
O objetivo central é a cooperação institucional para o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado do Paraná, no campo das biociências e da biotecnologia em saúde. O acordo abrange a formação de recursos humanos em nível de pós-graduação strictu sensu; o desenvolvimento conjunto de programas de pesquisa em áreas prioritárias de saúde; o desenvolvimento tecnológico de produtos e insumos de interesse dos programas de saúde pública; e o intercâmbio de pesquisadores.
A nova fábrica é fruto de um consórcio tecnológico que envolve duas unidades da Fiocruz - o ICC e o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos) -, a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), com o patrocínio do Ministério da Saúde e do Governo do Paraná. O operador da planta será o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), uma associação civil de direito privado, de interesse comunitário, sem fins lucrativos, criado por meio de uma parceria da Fiocruz com o Governo do Paraná, por intermédio do Tecpar.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Conheça mais nova técnica para roubar créditos de passes eletrônicos usados em ônibus e metrôs.
A maioria das pessoas já ouviu falar em clonagem, seja da ovelha Dolly, do cartão de crédito ou mesmo do número de celular. A probabilidade de você ser roubado através desse tipo de prática está ficando cada vez mais comum do que se pensa.
Porém, achava-se que os passes de ônibus e metrôs (o chamado “Bilhete Único” de São Paulo ou o “Cartão Transporte”, como é conhecido em Curitiba) que utilizam cartões eletrônicos estavam fora deste tipo de roubo.
O tempo mostrou que isso está longe de ser verdade, uma vez que os passes eletrônicos são roubados e então clonados, sem grandes complicações. Agora, com a evolução da tecnologia, a clonagem se dará de uma forma um pouco diferente.
Tecnologia RFDI
A tecnologia RFID (Radio Frequency IDentification, ou IDentificação por Frequência de Rádio) parece ser a sensação do momento, devido à quantidade de possibilidades oferecida aos usuários. Através de transmissões de rádio é possível ler dados sem necessariamente ter contato com o artigo.
As lojas, por exemplo, se preparam para colocar etiquetas inteligentes nos produtos. Com isso, os estoques podem ser controlados sem a necessidade de contato humano, além da possibilidade de descobrir onde cada produto está naquele exato momento.
Os cartões eletrônicos também utilizam a tecnologia RFID, através de um chip minúsculo capaz de efetuar as tais transmissões de rádio. Com ele você não precisa encostar seu cartão no aparelho para ter os dados lidos.
Clonagem
Entretanto, estudiosos da Universidade de Nijmege, na Holanda, conseguiram clonar à distância cartões de transporte do sistema de trânsito londrino, mostrando como é fácil roubar com este tipo de operação.
Através de um aparelho que funciona como a catraca eletrônica, o hacker coleta os dados do seu cartão eletrônico em segundos. A seguir, as informações criptografadas são passadas para um computador, que transforma todos os dados para serem gravados em um novo cartão. Esta operação leva menos de três minutos.
O hacker precisa ficar bem perto da vítima (cerca de 10 cm) e deixar que o aparelho faça o resto do trabalho. Este aparelho pode ser adquirido pela internet pela quantia média de US$500,00, e precisa apenas de algumas modificações para que o dispositivo funcione para este fim para lá de ilegal.
Briga na Justiça
A Empresa NXP Philips, criadora da tecnologia dos passes eletrônicos (Mifare Classic) entrou com uma ação na Justiça para proibir a publicação deste estudo da Universidade holandesa, porém perdeu a causa. Agora, precisa correr atrás do prejuízo para criar cartões com chips mais seguros para não serem clonados.
Tendo em vista que não são apenas os cartões eletrônicos que usam este tipo de tecnologia, mas também as catracas “Sem Parar” dos pedágios e muitas das chaves de carros consideradas “seguras” por serem criptografadas, entre outros produtos, vale a pena ficar de olho quando estudos burlam certas seguranças.
No site oficial da Mifare, criadora dos cartões clonados, há algumas considerações sobre o assunto. Segundo eles, a tecnologia conta com algoritmos criptografados, e se estes forem descobertos há, de fato, o risco dos dados serem roubados.
Mas os desenvolvedores estão trabalhando para criar produtos cada vez mais seguros para o público. Para isso utilizam inclusive as pesquisas sobre o assunto para retomar algumas falhas do sistema de segurança dos algoritmos.
De fato, as vantagens são bem maiores que as desvantagens do sistema. Além disso, o Mifare Classic é a versão mais simplificada dos cartões eletrônicos disponíveis, e pode sempre ser melhorada, desde que isso não influencie tanto no preço final, para que a implantação seja acessível.
Simples, mas funciona
Estima-se que os cartões eletrônicos sejam usados por 1 bilhão de pessoas. Isso quer dizer que, mesmo com as novas medidas de segurança, vai demorar um bom tempo para que todos os cartões sejam substituídos.
Porém, vai que a moda pega e os hackers resolvam roubar o “dinheiro do busão”, uma forma simples de resolver o problema é embrulhar o cartão em papel alumínio. Dessa forma ele não receberá sinais quando não estiver sendo usado, e pode ficar seguro dentro da bolsa ou carteira.
Algo parecido é recomendado para chaves de carro e outros objetos que utilizem esta tecnologia, ou seja, colocá-las em capas ou estojos metálicos, impedindo a detecção remota dos dados através das ondas de rádio.
Fonte: Baixaki
Tablet, a grande novidade da Apple?
A tablet de Cupertino seria, nada mais nada menos, que uma mistura de iPhone e MacBook. Há quem diga que é uma jogada da Apple para acabar com o sucesso do Kindle, o leitor de e-books lançado pela gigante Amazon. Já outros, acreditam em uma espécie de “iPhonão”, produto que teria funções e características semelhantes ao do iPhone, sucesso mundial em vendas, só que em uma tela maior. Juntando todos os boatos relacionados à tablet, eis a lista de possíveis recursos do produto:
- tela de 10 polegadas de toque sensível
- conexão à internet
- capacidade de leitura de e-books
- suporte a aplicativos do iPhone
- não custaria mais que $799
Leitura de e-books: a Apple Tablet, provavelmente, não irá fazer nada que um laptop não faça. A leitura de livros digitais, por exemplo, pode ser facilitada, mas a tela continua sendo de LCD, um ponto negativo para quem prefere e-ink ou papel.
MacBook Touch Mockup por Tommaso Gecchelin
A Apple tem experiência em criar produtos revolucionários. É com muita pesquisa e perfeccionismo que Cupertino mostrou ao mundo o iPod, o MacBook Air e, mais recentemente, o iPhone. Como dizem os fãs ortodoxos, “In Jobs we trust”. Ah, e se a iTablet sair antes de Dezembro, já vá encomendando com o Papai Noel!