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sábado, 23 de janeiro de 2010

Microsoft admite saber de falha no Internet Explorer desde agosto

Empresa solta patch com correção de falha usada para invadir sistemas do Google e admite ter sido alertada do erro por empresa israelense.

Assim que lançou a correção para a vulnerabilidade no browser Internet Explorer, usada na invasão da rede do Google, na quinta-feira (21/1), a Microsoft reconheceu que já sabia do erro desde agosto de 2009, quando uma empresa de segurança israelense alertou a companhia.

“Como parte da investigação, também determinamos que a vulnerabilidade é a mesma alertada e confirmada em setembro”, disse o gerente de programação da Microsoft, Jerry Bryant.

O boletim MS10-002, que acompanha a correção do IE, credita à BugSec Security a informação da existência do bug que causou um escândalo com a acusação do Google de ter sido vítima de crackers chineses.
 

O especialista em segurança da BugSec, Eyal Gruner, disse que a vulnerabilidade foi relatada à Microsoft no dia 26 de agosto, não em setembro. E ele criticou a Microsoft por ter demorado tanto para soltar a atualização. “Eu acho que sim, demorou demais”, disse. “Mas a Microsoft é uma grande organização e não sabemos quanto tempo isso demora para eles. Perguntamos o motivo da demora, e eles disseram que estavam testando o que tinham que testar.”

Além da vulnerabilidade usada para atacar o Google, a Microsoft também corrigiu outros sete erros na atualização do Internet Explorer. Das oito falhas, sete são consideradas críticas pela empresa.

“A atualização de fevereiro do IE foi adiantada, na verdade”, disse o diretor de operações de segurança da nCircle, Andrew Storms, se referindo à Microsoft ter admitido que esse patch estava previsto anteriormente para 9 de fevereiro.

A atualização de segurança do IE pode ser baixada e instalada pelos serviços Microsoft Update e Windows Update, assim como pelo Windows Server Update Service. 

Fonte: IDG Now!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ataque ao Google aproveitou falha em navegador da Microsoft

Foram instalados programas espiões em computadores das empresas. Hackers designaram ataques como ‘Operação Aurora’.

Recentes e sofisticados ciberataques contra o Google e outras empresas exploraram uma falha até agora desconhecida no navegador Internet Explorer, da Microsoft. O ponto fraco no navegador mais utilizado no mundo foi identificado pela empresa de segurança na computação McAfee, e posteriormente confirmado pela Microsoft.

O Google anunciou na terça-feira (12) que detectou, em dezembro, um ataque originado na China à sua infraestrutura empresarial, resultando em roubo de propriedade intelectual. A empresa veio a descobrir que mais de 20 outras companhias presentes no país também sofreram infiltrações.

A McAfee informou na quinta-feira (14) que os responsáveis pelos ataques enganaram funcionários das empresas, fazendo-os clicar em links que direcionavam para um site que instalou secretamente um programa de espionagem em seus computadores, em uma campanha a que os hackers aparentemente designaram
"Operação Aurora".

"Jamais vimos ataques dessa sofisticação no espaço comercial. Só os havíamos visto anteriormente no espaço governamental", disse Dmitri Alperovitch, vice-presidente de pesquisa da McAfee.

A Microsoft posteriormente confirmou o problema e enviou um alerta aos usuários, esperando reduzir o problema. A companhia trabalha para desenvolver uma atualização para o Internet Explorer para evitar novos ataques. "A empresa determinou que o Internet Explorer foi um dos vetores usados em ataques dirigidos e sofisticados contra o Google e outras redes empresariais", afirmou a Microsoft.

A maior produtora mundial de software afirmou que o uso do Internet Explorer em "modo protegido", com os controles de segurança em nível "alto", limitaria o impacto do problema. "Precisamos encarar com seriedade todos os ataques à computação, não apenas esse", disse Steve Ballmer, presidente-executivo da Microsoft, em entrevista à CNBC. "Temos toda uma equipe que responde em tempo verdadeiramente real a qualquer denúncia que possa ter algo a ver com o nosso software”.

Segundo a McAfee, os programas permitiam a tomada de controle de computadores sem que seus donos soubessem.

O Internet Explorer é vulnerável em todas as recentes versões do Windows, incluindo a nova Windows 7, segundo a McAfee. A Microsoft afirma que os ataques têm sido limitados ao Internet Explorer 6, uma versão mais antiga do aplicativo.

Fonte: G1

domingo, 3 de janeiro de 2010

Falha em site de notícias expõe internautas a ataque

Link para notícia na Globo.com nesta terça-feira (22/12) permitia execução remota de software malicioso, alerta delegado. Brecha foi corrigida.  

O site de notícias Globo.com apresentou uma falha de segurança, nesta terça-feira (22/12), que poderia permitir a execução remota de um software malicioso na máquina do usuário.

Internautas que acessaram a notícia "Ministério da Saúde libera R$ 225 milhões para construir 880 postos de saúde" publicada às 12h08 de hoje, "ficaram sujeitos a terem os sistemas operacionais de seus computadores atacados por uma brecha de segurança conhecida como MSIE ADODB.Stream Object File Installation Weakness", alertou o delegado de polícia da 4ª Delegacia de Delitos Cometidos por Meios Eletrônicos do Deic (Departamento de Investigação Sobre o Crime Organizado), José Mariano de Araújo Filho.
De acordo com o delegado, a falha está baseada em um controle ActiveX conhecido como “MDAC RDS.Dataspace controle” e permite a execução remota de códigos maliciosos. "Esta vulnerabilidade existiria porque o controle não se comportaria de forma segura quando está hospedado em uma página da web", explica o delegado em seu blog, onde detalha o problema de segurança no site da Globo.com.

A brecha pode ser explorada remotamente por um invasor para instalar programas, visualizar, alterar ou excluir dados ou criar novas contas de usuário na máquina.
 

Mariano informou ao IDG Now! que a falha detectada hoje já foi corrigida pela Globo.com, mas questionou a falta de segurança do sistema que, segundo ele pode ter afetado centenas de usuários que acessam diariamente o site.
 

"Mesmo tendo ocorrido a correção do problemas por parte da 'Globo.com', o ataque demonstra a falta de segurança existentes em muitos sites na internet e principalmente as técnicas utilizadas pelos criminosos na internet brasileira, os quais buscam atingir uma grande quantidade de vítimas usando código malicioso e “scripts” armazenados em páginas com grande quantidade de acesso", alerta o especialista em crimes digitais em seu post.
 

O site da Globo.com não é o primeiro alvo de invasores que usam sites legítimos para instalar códigos maliciosos nas máquinas de internautas e promover fraudes financeiras. Em setembro deste ano, a página principal da operadora Vivo foi infectada por um código malicioso que tinha por objetivo alterar a máquina do internauta e direcioná-lo a um site falso de banco. No mesmo mês, a página do jornal norte-americano The New York Times apresentava um banner não autorizado oferecendo um antivírus falso. 
 

Em dezembro de 2008, o site da operadora Oi foi usado para a disseminação de um vírus para os clientes que usaram o serviço para envio de torpedos online da operadora. De acorcom com o consultor de segurança, Marcelo Almeida, a brecha no serviço da Oi colocou 140 mil internautas em risco.

Fonte: IDG Now!