sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

DreamPlug: empresa cria PC com Linux do tamanho de um carregador

Ainda neste mês, a GlobalScale inicia as vendas de um computador do tamanho de um carregador de bateria e que roda Linux. O equipamento, batizado de DreamPlug apresenta apenas 10 centímetros de comprimento e tem algumas restrições, como não contar com uma placa de vídeo e não rodar com um monitor externo.

O DreamPlug tem processador de 1.2 GHz Marvell Sheeva, SD de 1 GB e diversas portas, incluindo duas Ethernet, duas USB e uma eSATA 2.0. Também tem Wi-Fi e Bluetooth, além de saídas analógicas e digitais de áudio, caso o usuário queira usá-lo como um servidor de música.

O equipamento é mais indicado para uso como servidor web ou de aplicação.
No site da fabricante, o DreamPlug é oferecido a US$ 149 dólares para os Estados Unidos.

 


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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Firefox e Chrome têm propostas diferentes para evitar rastreamento

Tanto a Google quanto a Mozilla pretendem aprimorar as configurações de privacidade de seus navegadores – Chrome e Firefox, respectivamente – de modo a evitar rastreamento dos passos dos internautas. Mas as propostas são bem diferentes.

A gigante das buscas, ironicamente, depende justamente dos cookies para exibir anúncios condizentes com as páginas que o usuário visita. No entanto, a extensão Keep My Opt Outs, anunciada na última segunda-feira (24/01), ativa uma função que evita o monitoramento do comportamento do internauta.

As empresas de marketing que participam da Iniciativa das Redes de Publicidade (ou Network Advertising Initiative - NAI, na sigla em inglês) já permitem aos usuários que se retirem da lista de cadastrados do grupo, mas essa decisão deixa de ser aplicada caso os cookies do browser sejam excluídos. A vantagem do complemento da Google é que ela relembra a essas redes, automaticamente, a opção do internauta.

A Mozilla, por sua vez, pretende adicionar essa opção às funções básicas do navegador, ou seja, sem que a instalação de uma extensão seja necessária. O Firefox identificaria as preferências do usuário, que funcionariam como um cabeçalho HTTP, e comunicaria os sites sobre tal configuração.

A abordagem da Mozilla é mais transparente, mas demorará mais para ser implantada. Mesmo que a função já apareça na próxima versão do Firefox – o que não é certeza, no blog há somente uma sugestão  de que isso possa acontecer– os portais ainda terão que reconhecer o código HTTP. Por isso, a proposta da Google, a curto prazo, é mais eficiente.

Ainda assim, as empresas sofrem da mesma falha: elas dependem da boa vontade das redes de publicidade. Embora a NAI seja composta por 15 das maiores companhias do ramo nos Estados Unidos, outras tantas, algumas menos politicamente corretas podem não estar dispostas a participar da ação.

O maior problema da iniciativas está no comportamento do mercado. Será preciso reeducar sites de prestígio para que eles deixem de seguir os passos do usuários. O que  representa um grande baque a uma publicidade que, por vezes, vários suportam.

Enquanto tudo isso não se realiza, muitos portais vão utilizando os dados pessoais de seus visitantes de forma perigosa.

Na semana passada, por exemplo, o Facebook passou a permitir que desenvolvedores de aplicativos tivessem acesso a endereço e telefone exibidos no perfil de seus usuários. Frente à repercussão negativa, voltou atrás, mas ainda busca uma melhor forma de avisar seus membros sobre o que pode acontecer caso autorizem tal acesso a fim de que possam usar o programa desejado.


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AMD Zambezi “Bulldozer”, apresentação oficial de performance

Segundo o slide #14 da “AMD Desktop Client Solution”, a companhia mostrou um gráfico de performance estimada onde ele apresenta que o seu próximo processador AMD Bulldozer (Zambezi) octo-core (parte integrante da sua plataforma Scorpius) será em média 1.5x vezes (50%) mais rápido que um Core i7 950 “Bloomfield” e também mais rápido que o seu próprio hexa-core AMD Phenom II X6 110T, indicando que o processador tem uma performance similar em aplicações multimídia, mas também uma grande performance em jogos (Gaming) e aplicações 3D (render).

No entanto, é preciso destacar que vários jogos e aplicações 3D ainda se beneficiam de altas frequências e poucos núcleos, no lugar de baixas frequências e processadores multi-núcleo. Esta performance que a AMD insinua na sua apresentação indica que a companhia está concentrada em dotar o Bulldozer de uma grande performance por núcleo (core), ou seja, com um alto IPC (Instructions per clock), o design modular do Bulldozer lhe dará um grande barramento inter-núcleo que ajudará na sua performance.

Além deste aumento de performance, o Bulldozer se beneficiará de um grande set de instruções como SSE3, SSE 4.1, SSE 4.2 e AVX (Advanced Vector Extensions) e outras instruções acrescentadas especialmente pela AMD.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ubuntu adota de vez o LibreOffice

Usuários do Ubuntu que baixaram hoje a próxima versão do sistema perceberam que ele adotou de vez o LibreOffice, que passou a ser a suíte de produtividade oficial da distribuição Linux.

A novidade foi divulgada pelo DownloadSquad, que percebeu que a imagem ISO mais recente do Ubuntu 11.04 não continha mais o openOffice.org na produtividade do Linux. Em vez disso, lá estava o LibreOffice, com direito a editor de texto, planilha e apresentações.

Esta é a primeira vez em que o LibreOffice aparece em uma versão oficial do Ubuntu, que é distribuída para desenvolvedores. É o sinal definitivo de que o fork do Google e da Novell chegou para ficar no sistema da Canonical. Agora resta esperar abril chegar, quando a próxima versão do Ubuntu será liberada.

É válido ressaltar, entretanto, que a Canonical, que mantém o Ubuntu, apoia o LibreOffice desde o seu surgimento.

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Carismático, Jon Maddog Hall apresenta o Projeto Cauã e os Thin Clients



Jon "Maddog" Hall, diretor executivo da Linux International,  é realmente carismático e querido pelo público da Campus Party. Durante toda sua palestra nesta quarta-feira (19), entre sugestões criativas e objetivos grandiosos, o "papai noel", como muitos o chamam carinhosamente, fez brincadeiras e dividiu com o público sua vasta experiência no mercado. O tema central da palestra foi o projeto social chamado de Cauã, um projeto que, em um dos pilares, visa criar milhões de novos empregos no setor privado, tornar a computação mais fácil e barata, reduzir o uso de energia e trazer a inclusão digital a populações de baixa renda.

Mas, para que isso aconteça, o projeto deverá ser encabeçado por um novo Thin Client - que depende primariamente de um servidor central para o processamento de atividades. A máquina tem pouco poder de processamento, mas pode fazer o uso de softwares bastante superiores e, o melhor, são bem mais baratos.   Segundo Maddog, ele quer levar a internet e suas infinitas possibilidades de benfícios à humanidade. Por isso, todo o projeto se baseia no desenvolvimento de um conjunto completo de Software Livre para atender as necessidades de um ou mais mercados. Ele quer aplicar as melhores técnicas de computação em nuvem para permitir que os usuários finais usem esses softwares por meio dos Thin Clients.


Aqui no Brasil, a Universidade de São Paulo é a entidade que vai abraçar o projeto, além de alguns fabricantes. Com os números do Brasil na ponta da língua, ele contou que os brasileiros precisariam, em média, de 400 milhões de Thin Clients para rodar este projeto. Isso porque, atualmente, o país conta com 192 milhões de habitantes, sendo que 80% são de área urbana, o que daria uma conta final de cerca de 10 mil pessoas que precisariam ser treinadas, por mês, para manter o projeto em plena ordem.    Em termos de custo, Maddog garantiu que o Thin Client aqui no Brasil deve atingir, no máximo, R$ 400. Ele espera que com o passar dos anos, os aparelhos mais velhos sejam revendidos para pessoas de baixa renda e o custo de treinamento do pessoal também abaixe com o tempo. Somando essas duas projeções futuras, o que teríamos por aqui seria um índice muito maior de inclusão digital, além da criação de muitos empregos.   No fundo, o papel do Projeto Cauã nada mais é que padronizar o serviço e o produto, entregar conhecimento, treinar e fornecer um projeto pronto para que investidores brasileiros possam financiar a ideia. 


No final da palestra, em meio a muitas palmas, ficou claro que Maddog está ganhando cada vez mais a simpatia do mercado com este projeto.

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